Avião da FAB trará 33 brasileiros e deve chegar ao Brasil na madrugada de quinta

BRASÍLIA - O avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), que partiu às 12h37 desta quarta-feira de Brasília rumo a Paramaribo (capital do Suriname), deverá chegar a Belém por volta da meia-noite, início da madrugada de quinta-feira.

Agência Brasil |

A Embaixada do Brasil no Suriname informou que 33 brasileiros que estavam em Albina (a 150 quilômetros de Paramaribo) no dia do ataque dos marrons (como são chamados os quilombolas no Suriname) serão embarcados ¿ incluindo os cinco feridos que estavam hospitalizados.

De acordo com a embaixada, desde cedo uma equipe está de plantão para verificar o interesse das pessoas que desejam retornar para o Brasil. Segundo diplomatas, não há possibilidade de aumentar o número de passageiros. A previsão é de que o avião decole do aeroporto de Paramaribo em direção ao Brasil por volta das 19h30 (horário do Brasil).

O Hércules que seguiu para Paramaribo está equipado com uma unidade de terapia intensiva  (UTI) móvel para o caso de atendimentos de emergência. Há 11 pessoas a bordo, incluindo dois médicos, um enfermeiro, um representante do Itamaraty, do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Especial de Atenção a Mulher.

A funcionária da secretaria dará assistência às brasileiras vítimas de violência sexual. Segundo o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, entre 10 e 20 mulheres ¿ incluindo brasileiras e estrangeiras ¿ foram vítimas de estupro na noite do ataque.

Segundo nota divulgada nesta terça-feira pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, dos oficiais 25 brasileiros feridos, 20 já receberam alta. Entre os cinco ainda internados, há um homem com risco de amputação de um dos braços em decorrência de cortes provocados por facão e outro com ferimentos graves na mandíbula. Não há risco de morte entre os feridos, segundo o Itamaraty .

É a segunda aeronave que segue para o Suriname desde o ataque lançado por surinameses contra 200 estrangeiros, incluindo brasileiros, na região de Albina na noite de Natal. Na ocasião, segundo relatos, um grupo de 300 marrons surinameses atacou os brasileiros, chineses e javaneses. Houve agressões físicas, estupros e depredações. Há também denúncias de mortes e desaparecidos.

O Itamaraty pede cautela ao tratar dos desaparecidos e mortos, que, por enquanto, não são confirmados. No entanto, os brasileiros que vivem no Suriname afirmam que os quilombolas costumam matar suas vítimas e jogar os corpos nos rios e matas fechadas. Para os diplomatas brasileiros, é necessário aguardar a conclusão das investigações. 

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