Avião da FAB com 32 brasileiros vindos do Suriname chega a Belém

Um aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou nesta quarta-feira 32 brasileiros que estavam em Albina, cidade a 150 quilômetros da capital do Suriname, no último dia 24, quando um grupo de marrons (quilombolas que vivem na região) atacaram garimpeiros e brasileiros que trabalhavam na cidade. O avião Hércules C-130, que partiu às 12h37 desta quarta-feira de Brasília rumo a Paramaribo (capital do Suriname), pousou em Belém por volta das 22h30 (horário de Brasília).

iG São Paulo com Agência Estado |

Cristiano Martins/AE

Brasileiros desembarcam Aeroporto Internacional Val-de- Cans, em Belém


Inicialmente a Embaixada estimava que 20 brasileiros se disporiam a retornar ao Brasil no voo da FAB, mas diplomatas que estão no País fizeram peregrinação pelos hotéis em que estão hospedados as vítimas do ataque em Albina na tentativa de convencê-los a voltar para o Brasil.

O voo da FAB de quarta-feira foi o segundo a levar para o Brasil as vítimas do ataque em Albina. Na segunda-feira, um avião da FAB levou para Belém cinco garimpeiros. Com esse novo voo, 37 vítimas do ataque a garimpeiros já voltaram ao Brasil. A maioria das vítimas, porém, permanece em Paramaribo. No total, mais de 100 vítimas foram atendidas com o auxílio da embaixada brasileira.



Guiana Francesa

De acordo com os que permanecem em Paramaribo, existem ainda brasileiros escondidos em Albina e muitos desaparecidos. Pelo relato de algumas vítimas, há garimpeiros que estão na Guiana Francesa recebendo atendimento médico.

A Embaixada do Brasil no Suriname confirma que pelo menos quatro pessoas foram transferidas para Guiana. Uma dessas vítimas é Joene Arruda dos Santos, de 22 anos. Grávida de sete meses, ela contou que se jogou no rio Maroni - que separa a Guiana francesa do Suriname - para fugir do ataque dos quilombolas. Salva por índios que moram na Guiana, Joene foi atendida num hospital francês. Com ela, também foi salva e levada para a Guiana Deniclea Furtado.

Ela conta que enquanto esteve no hospital, ouviu relato da identificação de corpos de brasileiros vítimas dos ataques. Nem o governo da Guiana nem as autoridades do Suriname e a embaixada brasileira confirmam a existência de mortos.

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