Avião atravessou tempestades intensas no Atlântico, diz relatório

Washington, 4 jun (EFE).- O avião da Air France que desapareceu na segunda-feira quando voava sobre o Atlântico enfrentou tempestades muito intensas que eram impossíveis de serem evitadas, informou hoje o serviço meteorológico AccuWeather.

EFE |

Quatro dias após o desaparecimento, ainda não tinham sido determinadas com precisão as causas do acidente. Até agora só foram avistados a partir de aviões alguns restos materiais, mas não foram achados corpos nem pertences de passageiros.

Alguns especialistas estimam que os restos encontrados pela Marinha brasileira demonstram que o avião colidiu com o mar, enquanto outros defendem que a dispersão dos pedaços da aeronave é uma prova de que explodiu ainda no ar.

Segundo o AccuWeather, as últimas informações indicam que o acidente do voo 447 ocorreu quando a aeronave entrava "em uma zona de desenvolvimento de tempestades elétricas", a cerca de 10.500 metros de altura.

As análises dos satélites e os dados das camadas superiores da atmosfera assinalam que as correntes da tempestade eram da ordem de 160 km/h, apontou o estudo.

Ele explicou que os ventos superiores eram suaves, o que permitia correntes ascendentes sem o efeito de freio que podiam ser impostos por correntes horizontais.

"O voo 447 pode ter sido como uma rocha a 800 km/h colidindo contra a superfície da água", diz o relatório.

O AccuWeather indicou que o avião da Air France enfrentou duas tempestades elétricas. A primeira delas teria ocorrido ao sul do cone principal e teria causado turbulências entre moderadas a sérias.

Poucos minutos depois, a aeronave entrou no cone principal da tempestade elétrica e recebeu o impacto de várias turbulências.

Nesse momento, segundo o relatório, as correntes descendentes e ascendentes possivelmente atingiram o avião de cima e para baixo.

"Essas fortes turbulências possivelmente iniciaram a cadeia de fatos que, em última instância, levaram ao acidente", explica o serviço meteorológico.

Segundo o relatório, é possível que sobre a parte principal da tempestade estivessem ocorrendo relâmpagos e um deles pode ter atingido o avião.

O AccuWeather determinou que com base na informação dos satélites, o voo da Air France "teve poucas possibilidades de driblar a tempestade".

Nesse momento, a tempestade estava sendo registrada sobre uma zona de 640 quilômetros e se desenvolvia ao longo da rota do avião, diz o relatório.

"Com as correntes ascendentes que empurravam a tempestade para cima dos 50 mil pés (15.250 metros), o avião tinha que atravessá-la e não podia voar sobre ela", explica. EFE ojl/rr

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