Avião acidentado em Madri teve problema de superaquecimento

MADRI - O acidente com o avião da Spanair que deixou 153 mortos e 19 feridos na última quinta-feira pode ter sido causado por um problema de superaquecimento em uma das turbinas, informou a companhia aérea.

Redação com agências internacionais |

Segundo a Spanair, a aeronave teve um problema de superaquecimento antes de iniciar a manobra para decolar pela primeira vez. O avião voltou para a porta do hangar e o problema "foi tratado e isolado" pelo pessoal da companhia aérea, que o liberou para voar, segundo a Spanair.

Na segunda tentativa de decolagem, uma das turbinas teria pegado fogo, causando o acidente fatal.

Feridos seguem internados

Dezenove feridos seguem internados em hospitais, quatro em estado "muito grave", após o acidente de ontem no aeroporto de Barajas, no qual morreram 153 pessoas , informaram hoje fontes do governo regional de Madri.

Segundo as fontes, das 19 pessoas feridas no acidente, oito estão em observação com evolução satisfatória de seu quadro de saúde. Do total de feridos, entre eles três crianças, 18 foram identificados, e um, uma mulher, ainda não pôde ser reconhecida.


Equipes médicas resgatam as vítimas após acidente / AP

O acidente

O acidente ocorreu pouco antes das 15h locais (10h de Brasília) da última quarta-feira, quando o avião, um McDonnell Douglas MD82 da companhia Spanair, com 162 passageiros e dez tripulantes a bordo, caiu perto de uma das pistas do aeroporto madrilenho de Barajas e pegou fogo. A lista de passageiros já foi divulgada. 

Testemunhas citadas pela rede de TV Telemadrid disseram que o motor esquerdo do avião começou a pegar fogo logo depois da decolagem, às 14h30 de quarta-feira (9h30, horário de Brasília).

A Spanair lamentou em seu site o acidente e ofereceu um número de telefone para facilitar a comunicação entre a empresa e os familiares das vítimas.

O avião era um MD-82 , fabricado pela norte-americana McDonnell Douglas. Seu primeiro vôo foi em novembro de 1993, quando ainda pertenciar à Air Korea, baseada em Seoul. A aeronave foi vendida para a Spanair em julho de 1999.

A Spanair tem 36 exemplares da família MD-80 em sua frota, segundo o site da companhia espanhola. A americana American Airlines possui atualmente a maior frota mundial de MD-80, com 275 aparelhos, informa a Boeing em seu site.


Avião da Spanair ficou totalmente destruído / EFE

Veja as primeiras imagens do acidente abaixo:

Caixa-preta recuperada

As caixas-pretas do avião foram recuperadas e serão o principal elemento da investigação sobre o acidente mais grave já ocorrido na Espanha desde 1985.

Um juiz de Madri comandará de maneira imediata a investigação do acidente e ordenará um relatório sobre o conteúdo das caixas-pretas da aeronave acidentada.

Fontes jurídicas informaram que o magistrado foi ao aeroporto, à frente de uma comissão judicial, para averiguar de perto informações sobre o número de vítimas.


Ambulâncias fazem fila para efetuar o resgate em Madri / EFE

Acidentes em Barajas

Os dois últimos acidentes com vítimas no aeroporto de Barajas ocorreram em 1983. Em 27 de novembro daquele ano, 181 pessoas morreram e 11 se salvaram devido à queda de um Boeing 747 da companhia colombiana Avianca perto do aeroporto de Madri. O avião se preparava para aterrissar em Barajas.

Dias depois, em 7 de dezembro, 93 pessoas morreram e 31 ficaram feridas devido à colisão na pista de decolagem do aeroporto de Barajas entre um Boeing 727 da Iberia e um DC-9 da Aviaco, incidente causado pela existência de nevoeiro.

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* Com AFP e EFE

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