Avanço de Polícia inglesa após morte de Jean Charles foi lento, diz relatório

Londres, 18 jul (EFE).- A melhora dos procedimentos de vigilância da Polícia Metropolitana de Londres após o caso do assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes foi lenta, segundo um relatório elaborado por um organismo de supervisão do país.

EFE |

O documento, a cargo da chamada Autoridade da Polícia Metropolitana (MPA, na sigla em inglês), assinala que houve progressos nas forças da ordem, mas que ainda resta "muito por fazer".

Jean Charles de Menezes, de 27 anos, perdeu a vida em 22 de julho de 2005, após ser baleado por agentes que o confundiram com um terrorista suicida em um trem da estação de Metrô de Stockwell (sul de Londres), aparentemente por um erro de comunicação entre os policiais.

A MPA, cujo relatório foi divulgado hoje, analisou as recomendações feitas pela Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC, na sigla em inglês) depois da tragédia, e concluiu que os progressos foram lentos.

Segundo a MPA, ainda resta muito trabalho por fazer na área tecnológica, e o sistema de comunicação por rádio tem que estender-se mais, especialmente no Metrô de Londres, além de melhorar o trabalho entre as diferentes equipes encarregadas de tarefas de vigilância.

"Há diferenças fundamentais entre as equipes de vigilância que trabalham na área de delito e as da luta contra o terrorismo", especifica o texto.

O relatório acrescenta que muitos dos problemas que a Polícia deve enfrentar em julho de 2005 podem voltar a ocorrer nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

Em resposta a este documento, a Polícia de Londres assinalou que iniciou uma série de medidas desde a morte de Menezes para minimizar a possibilidade de que um caso assim volte a ocorrer.

Menezes, seguido pela Polícia desde um apartamento vigiado em um bairro próximo a Stockwell, foi baleado um dia depois dos atentados fracassados de 21 de julho, em Londres.

Nos ataques fracassados contra a rede de transporte de Londres, nenhuma pessoa ficou ferida, pois só explodiram os detonadores e não as bombas levadas por quatro terroristas. EFE vg/gs

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