Avançam negociações entre Governo e oposição no Zimbábue

Londres, 20 jul (EFE) - O partido governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) e o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês) estão próximos de assinar um memorando de entendimento para abrir conversas sobre a crise política no país.

EFE |

A declaração foi feita à emissora britânica "BBC" pelo primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, que falou este sábado com o líder opositor do Zimbábue.

O memorando, destinado a estabelecer as condições para o diálogo, será assinado na próxima semana, segundo o governante queniano.

"Estou incentivando este tipo de diálogo em interesse do povo do Zimbábue", acrescentou Odinga, que afirmou que Morgan Tsvangirai tinha destacado a disposição de se reunir com o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, se as conversas preliminares corressem bem.

O acordo deveria ter sido assinado na semana passada, mas Tsvangirai decidiu não ratificá-lo por considerar que não tinham sido cumpridas as suas reivindicações.

O partido de Tsvangirai propunha, desde o ano passado, um fortalecimento da intervenção da União Africana (UA) nas conversas, pois desconfia da mediação do presidente sul-africano, Thabo Mbeki, a quem considera "parcial" a favor de Mugabe.

O presidente zimbabuano foi derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas em 29 de março por Tsvangirai, que não obteve, no entanto, o número de votos para uma maioria direta.

O segundo turno do pleito aconteceu em 27 de junho, mas Mugabe participou sozinho, pois Tsvangirai se retirou devido à onda de ataques e assassinatos contra os partidários do MDC por parte das milícias leais ao Governo com o consentimento das forças de segurança.

Apesar de a comunidade internacional ter considerado ilegítimo o resultado das eleições, Mugabe, no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, assumiu imediatamente o mandato e governa por decreto, pois ainda não convocou o Parlamento, no qual o MDC obteve a maioria nas legislativas realizadas também em março. EFE ep/db

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