Avança acordo entre Morales e quatro governadores rebeldes

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e quatro governadores da oposição avançavam nesta quinta-feira em Cochabamba para a definição de um crucial acordo para aplacar a crise política, com a provável formação de mesas de trabalho sobre temas polêmicos, informou o porta-voz do Governo, Iván Canelas.

AFP |

Canelas disse que "o debate avança com muito positivismo. A idéia é compor comissões (de trabalho), duas, ou três", sobre os temas que polarizaram o país, como a nova Constituição, royalties do petróleo para as regiões, autonomias departamentais e eleição de autoridades judiciais.

O diálogo começou de manhã e, por volta do meio-dia, entrou em recesso, para que a sessão fosse retomada à tarde.

O encontro entre governistas e opositores, liderado pelo próprio Morales na primeira parte, acontece a portas fechadas em um complexo turístico na periferia de Cochabamba, com a presença de delegados da OEA, da ONU e da Unasul, assim como da Igreja Católica.

A tranqüilidade das discussões foi esporadicamente alterada por protestos de um grupo de jovens do lado de fora do prédio, pedindo sanções para o governador de Pando (norte), Leopoldo Fernández, detido pelo governo, em La Paz.

A manifestação dos jovens, que carregavam bandeiras bolivianas e cartazes, terminou rápido, porém, diante do olhar atento dos policiais do Batalhão de Choque.

A polícia isolou o entorno da sede do encontro, o que impediu o trabalho de dezenas de jornalistas locais e de correspondentes estrangeiros, em busca de informações.

Participam do encontro o vice-presidente Alvaro García, vários ministros e os governadores Rubén Costas (Santa Cruz), Mario Cossío (Tarija), Savina Cuéllar (Chuquisaca) e Ernesto Suárez (Beni), além de outros pró-Morales de La Paz, Oruro, Potosí e Cochabamba.

jac/tt

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