Avaliado pedido de liberdade condicional para assassina de Sharon Tate

Los Angeles (EUA.), 2 set (EFE).

EFE |

- Um comitê de avaliação da Califórnia considera a partir de hoje o pedido de liberdade condicional para Susan Atkins, condenada pelo assassinato da atriz Sharon Tate em 1969 e que atualmente sofre um câncer terminal, informou hoje a imprensa local.

O tribunal de apelações da Califórnia já negou essa possibilidade a Atkins em julho do ano passado.

Ela foi condenada a morte junto a outros seguidores do assassino em série Charles Manson pelo brutal assassinato de Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski, e de outras seis pessoas em agosto de 1969.

No entanto, a pena mudou para prisão perpétua quando o Tribunal Superior americano suspendeu temporariamente a aplicação da pena de morte em 1972.

Atkins, de 61 anos, foi quem apunhalou a Tate, grávida de oito meses, e argumentou estar sob os efeitos do LSD no momento do assassinato, mas não mostrou arrependimento até uma revisão de sua pena anos depois.

Segundo explicou a própria Atkins às autoridades em 1993, Tate rogou a seus assassinos que deixassem com vida ao bebê que esperava.

"Disse-lhe que não tinha misericórdia dela", contestou Atkins, segundo suas próprias palavras.

A condenada, que permanece em uma prisão de Chowchilla, passou 37 anos em prisão, mais que nenhuma outra mulher atualmente prisioneira no estado da Califórnia, segundo as autoridades locais.

Hoje dia, além do câncer cerebral que sofre, vive em uma cama com uma perna amputada e outra paralisada. Segundo os médicos, lhe restam apenas alguns meses de vida. EFE mg/fk

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