As autoridades do Vietnã conseguiram neutralizar nesta terça-feira as manifestações contra o governo chinês anunciadas para a passagem do revezamento da chama olímpica pela Cidade Ho Chi Minh (sul) realizando, segundo os grupos dissidentes, detenções preventivas de ativistas horas antes do evento.

Os últimos revezadores, dos 60 que participaram da cerimônia que terminou às 20h00 (10h00 de Brasília), percorreram os últimos metros no interior de um centro esportivo coberto próximo a um aeroporto militar, segundo testemunhas.

Centenas de policiais foram mobilizados tanto na Cidade Ho Chi Minh como na capital Hanói para evitar protestos e manifestações contra o regime de Pequim como os que ocorreram em Londres e Paris.

Grande parte do êxito se deveu de fato à detenção nesta terça-feira em Hanói de vários militantes que haviam chegado ao país convocados por grupos ativistas para realizar manifestações contra a China.

O grupo pró-democrático Viet Tan, com sede nos Estados Unidos e considerado terrorista pelas autoridades de Hanói, denunciou a prisão de dezenas de militantes na capital vietnamita.

A Polícia vietnamita não confirmou as detenções.

No entanto, um jornalista da AFP presenciou um incidente em um mercado de Hanói: dois manifestantes foram detidos por mostrar um cartaz negro com os anéis olímpicos em forma de algemas.

O revezamento começou às 18h30 (08h30 de Brasília), acompanhado por centenas de vietnamitas que agitavam bandeiras da vizinha China.

O fogo olímpico chegou à antiga Saigon na segunda-feira à tarde procedente de Pyongyang. Na quarta-feira partirá para Hong Kong e Macau, as duas últimas etapas antes do início do périplo da tocha pela China.

O chefe da Polícia de Hong Kong, David Ng, descartou nesta terça-feira a intenção de prender possíveis manifestantes que exibam bandeiras tibetanas durante o revezamento da tocha.

"Saudamos os protestos livres, mas realmente tudo depende das circunstâncias", afirmou, pedindo a "todos que não realizem atos provocadores nesse dia".

bur-aud/dm

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