Autoridades uruguaias pedem calma por gripe e número de mortes sobe para 8

Montevidéu, 10 jul (EFE).- As autoridades sanitárias uruguaias pediram calma hoje e repetiram que a incidência de gripe suína no país não requer medidas especiais, enquanto subiu para oito o número de vítimas mortais em decorrência da doença, segundo a imprensa local.

EFE |

A ministra da Saúde, María Julia Muñoz, disse à rádio "Sarandi", que o alarme da população por causa do vírus é uma reação natural "já que há 50 anos uma pandemia não é registrada".

María Julia lembrou que o Governo não tomará medidas, como prolongar as férias escolares, nem para restringir a circulação das pessoas, já que não há evidências científicas de que isso reduza o número de casos da doença.

Além disso, María Julia afirmou que não existe nenhum problema nas pessoas continuarem indo ao cinema ou ao teatro e só não recomendou a mulheres grávidas ou pessoas que estejam doentes.

O portal de notícias "Montevideo.com" informou hoje sobre a oitava morte em decorrência da doença no país, enquanto um bebê de 9 meses permanece em terapia intensiva em um hospital do interior do Uruguai em estado "delicado".

Outra mulher grávida de sete meses e infectada com o vírus da gripe foi internada para fazer uma cesárea para salvar a vida de seu filho, já que seu grave estado colocava em perigo a vida de ambos.

O bebê, apesar ser prematuro, está bem, internado em uma clínica de Montevideo.

Em dois dos hospitais públicos de Montevideo, todas as camas da terapia intensiva estão ocupadas, enquanto longas filas de espera têm sido registradas nas emergências dos hospitais, com dezenas de pessoas com quadros gripais.

Além disso, as demoras se devem à grande ausência dos funcionários de saúde, devido à gripe.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE amr/pd

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