Autoridades se unem para garantir ordem nas eleições dos EUA

Washington, 1 nov (EFE).- As forças policiais dos Estados Unidos, assim como várias unidades militares, estão preparadas para lidar com eventuais distúrbios antes, durante e depois das eleições da próximo terça-feira, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

As eleições, nas quais pela primeira vez na história do país um afro-americano, Barack Obama, é candidato presidencial, acontecem em meio a crise financeira, indícios de recessão, alto desemprego e um aumento nas vendas de armas de fogo.

"É uma situação muito peculiar", disse Jeff Thomason, porta-voz do Departamento de Polícia de Oakland, na Califórnia.

"Há um afro-americano e uma mulher (a candidata republicana a vice Sarah Palin) nesta eleição", destacou.

Segundo ele, independentemente de quem vencer, "será um acontecimento nacional".

Os cenários de possíveis distúrbios, segundo fontes policiais, vão desde protestos pelos resultados até as celebrações de vitória.

O tenente Mark Briede, do Departamento de Polícia em Cincinnati, em Ohio, disse em declarações à revista "Politico", que estão conscientes que podem haver distúrbios dependendo do resultado, mas assegurou que sua divisão está pronta "para responder em caso de incidentes".

Desde a criação em 2002 do Departamento de Segurança Nacional como resultado dos ataques terroristas do ano anterior, o Governo federal combinou dezenas de agências de inteligência e estreitou a comunicação e coordenação com as forças policiais e dos Estados.

Ao mesmo tempo, com a criação de um Comando Conjunto da América do Norte, se unificaram as operações militares no continente e se estabeleceu uma cooperação sem precedentes com o Departamento de Segurança Nacional e os corpos policiais de todo o país.

De acordo com o jornal "The Army Times", que cobre assuntos militares, 4.700 soldados recebem instrução em Fort Stewart, na Geórgia, e na base aérea Peterson em Colorado Springs, no Colorado, para a contenção de distúrbios em áreas urbanas.

A tenente-coronel da Força Aérea Jamie Goodpaster, porta-voz do Comando Norte, disse que estas tropas, que entrariam em ação em caso de necessidade, não teriam inicialmente armas.

No entanto, as autoridades militares negaram que o propósito dessa força militar seja a repressão de protestos e indicaram que "esta força é organizada, instruída e equipada para ajudar quando as autoridades locais ou federais não possam conduzir a situação em primeira instância". EFE jab/rr

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