Hong Kong, 4 mai (EFE).- O secretário de Saúde e Alimentação de Hong Kong, York Chow, disse hoje em entrevista coletiva que não há discriminação a nenhum mexicano por conta do surto de gripe suína.

Por outro lado, ele criticou o México por não ser "tão transparente" como os Estados Unidos ao reportar os casos da doença.

Chow assegurou que as medidas implementadas pelo Governo local não têm como objetivo "discriminar" uma determinada nacionalidade, embora a maioria dos casos venha do México e de algumas cidades dos Estados Unidos.

"O risco procedente do México é simplesmente maior porque a informação que vem desse país não é tão precisa, aberta e transparente como a dos Estados Unidos", comentou.

"Não temos uma política de impedir a entrada de cidadãos mexicanos em Hong Kong", ressaltou Chow.

O único caso de gripe suína confirmado até o momento em Hong Kong é o de um turista mexicano de 25 anos que chegou de Xangai na última quinta-feira. Horas depois de se hospedar em um hotel, ele foi a um hospital local, e está isolado desde então.

Chow disse hoje que o estado do paciente é "estável", mas ele não deixará o local até que os responsáveis sanitários estejam "plenamente seguros" de que ele não está infectado.

Os quatro mexicanos que estiveram em contato direto com o paciente também estão internados, e não desenvolveram nenhum sintoma.

O secretário aproveitou para pedir responsabilidade aos cidadãos locais e residentes que tenham parentes ou amigos nas zonas afetadas pela gripe suína.

"Eles devem ser aconselhados a não vir para Hong Kong se estiverem mal, o que minimizaria os riscos de entrada da gripe suína no país".

Chow também criticou a liberdade dada a cidadãos de países com muitos casos da doença, afirmando que os Governos destes países deveriam "impedir" a viagem daqueles que podem estar com o vírus.

Funcionários e hóspedes do hotel Metropark de Hong Kong, entre eles dois mexicanos e oito espanhóis, cumprem uma quarentena de sete dias imposta pelas autoridades sanitárias, que vencerá às 20h30 locais (9h30 de Brasília). O grupo chega a 300.

Outras 70 pessoas preferiram ficar isoladas em um hotel numa área verde ao nordeste de Hong Kong. EFE mch/dp

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