Autoridades pretendem limitar uso de droga contra gripe

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - Os dois medicamentos usados para tratar o vírus influenza deveriam ser usados cuidadosamente, e só quando isso for necessário para tratar pessoas cronicamente doentes, grávidas e outros pacientes vulneráveis, disseram autoridades globais de saúde na terça-feira.

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O novo vírus H1N1, dito "gripe suína", parece ser um pouco mais contagioso e grave que a gripe comum, e só os pacientes mais necessitados deveriam receber os antivirais específicos, em parte para manter essas drogas funcionando bem caso a gripe se torne mais perigosa, segundo a médica Nikki Shindo, da Organização Mundial da Saúde.

De acordo com ela, a nova gripe, apesar de ser mais severa que a sazonal, em geral pode ser curada com tratamentos simples, como a hidratação, e sem medicamentos.

Outras autoridades manifestaram preocupação de que esse vírus, que já mistura elementos suínos, aviários e humanos, se misture com outros vírus, como o aviário H5N1, e que o pior esteja por vir nos próximos meses.

O novo vírus já foi confirmado em 5.251 pacientes de 30 países, segundo a OMS. A Colômbia confirmou 6 casos; Finlândia, Tailândia e China confirmaram 2 cada.

Os Estados Unidos são o país mais afetado, com 3.009 casos em 45 Estados, além de outros 600 casos prováveis, e 3 mortes confirmadas. O México teve mais de 2.000 casos e 58 mortes confirmadas. Canadá e Costa Rica também registraram mortes.

Nos EUA, apenas 116 pacientes estão hospitalizados, mas a médica Anne Schuchat, do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, disse que as grávidas parecem especialmente vulneráveis ao H1N1, assim como à gripe sazonal, e devem receber tratamento imediato.

"Temos cerca de 20 casos sob investigação bem agora em que o vírus H1N1 foi achado em associação com a gestação", disse Schuchat a jornalistas. Grávidas gripadas correm o risco de desidratação e parto prematuro, segundo ela.

O laboratório suíço Roche, que fabrica o antiviral Tamiflu, prometeu doar 5,65 milhões de caixas à OMS para restituir os estoques mobilizados pelo surto de H1N1. O Roche está reforçando a fabricação da droga, cujo nome genérico é oseltamivir.

O Relenza (genérico: zanamivir) é a outra droga recomendada contra o H1N1, produzido pela GlaxoSmithKline.

A OMS prevê que a nova gripe pode vir a contaminar até um terço da humanidade, e lembra que as pandemias tendem a dar duas ou três voltas no globo, em ondas.

(Reportagem de Maggie Fox em Washington, Laura MacInnis em Genebra, Jeff Franks em Havana e Patrick Markey em Bogotá)

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