Autoridades preparam em Brasília 2ª Cúpula África-América do Sul

Brasília, 10 jun (EFE) - Delegados de América do Sul e África se reuniram hoje em Brasília para preparar os assuntos que serão debatidos na 2ª Cúpula África-América do Sul, que será realizada em dezembro em Caracas.

EFE |

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ao abrir o encontro que, entre América do Sul e África, teve início um "diálogo de múltiplas dimensões", com a meta de que ambas as regiões tenham uma voz unida e forte no cenário internacional.

Segundo Amorim, os países em desenvolvimento têm um importante papel a desempenhar em assuntos como "a agenda do crescimento e todas as grandes questões mundiais, como o combate à pobreza ou o controle do aquecimento global".

A cúpula de Caracas servirá para dar continuidade ao diálogo que começou com o primeiro encontro de chefes de Estado e do Governo de ambas as regiões, realizado em novembro de 2006 em Abuja (Nigéria).

Amorim citou o Brasil como exemplo a ser seguido nas relações entre os outros países sul-americanos e africanos, e afirmou que a troca com esse continente, como um todo, representa 7% do comércio exterior brasileiro.

"A África é para o Brasil o quarto maior parceiro comercial do mundo, atrás de Estados Unidos, Argentina e China", disse o ministro.

Amorim reiterou a forte aposta do Brasil na África e afirmou que esse continente está entre os principais interesses da política externa de seu país.

Ele lembrou que, desde que chegou ao poder, em janeiro de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "viajou oito vezes à África e percorreu 20 países", o que considerou "um recorde difícil de ser igualado até mesmo para muitos líderes africanos".

O ministro admitiu que "o caminho a ser percorrido por ambas as regiões é longo" e há "muitas barreiras comerciais" a serem derrubadas e mesmo "preconceitos culturais" que devem ser vencidos, mas destacou que, "em um mundo globalizado, existe uma necessidade de união" que os países em desenvolvimento não podem evitar.

Amorim ressaltou que, no caso da América do Sul, a "recém-nascida" União de Nações Sul-americanas (Unasul) será o interlocutor ideal perante a União Africana (UA), e que o processo iniciado há dois anos em Abuja definirá "um olhar comum e mais direto" dessas duas regiões sobre os grandes assuntos mundiais. EFE ed/db

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