Autoridades polonesas investigam morte de general da II Guerra Mundial

Varsóvia, 10 nov (EFE) - As autoridades polonesas decidiram hoje exumar os restos do chefe das Forças Armadas da Polônia e primeiro-ministro durante a Segunda Guerra Mundial, o general Wladyslaw Sikorski, que morreu em 1943 em um acidente de avião, para esclarecer se sua morte foi proposital.

EFE |

Janusz Kurtyka, presidente do Instituto para a Memória Nacional -organismo encarregado de investigar os crimes cometidos durante a ocupação nazista e o período comunista- anunciou que o túmulo do militar será aberto em 25 de novembro na Cracóvia para analisar seus restos mortais, que serão devolvidos à sua sepultura um dia depois.

A decisão foi tomada após uma reunião mantida por Kurtyka e o cardeal Stanislaw Dziwisz, que finalmente aprovou a investigação.

O general Sikorski morreu em 4 de julho de 1943, quando o avião no qual viajava caiu no Mar Mediterrâneo em circunstâncias estranhas, momentos após decolar do aeroporto de Gibraltar.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Wladyslaw Sikorski foi chefe supremo das Forças Armadas polonesas e primeiro-ministro no exílio, já que a Polônia permanecia ocupada por forças alemãs e soviéticas.

A versão oficial sustenta que a colisão aconteceu por uma falha técnica, mas muitas teorias especulam sobre uma possível sabotagem e sustentam que o militar pode ter sido realmente assassinado por britânicos, soviéticos ou opositores poloneses.

Os investigadores esperam encontrar agora uma resposta no túmulo de Sikorski, que se encontra na catedral Wawel da Cracóvia. EFE nt/db

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