Autoridades israelenses relembram 13 anos do assassinato de Rabin

Jerusalém, 8 nov (EFE) - O presidente israelense, Shimon Peres, a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, e o titular da Defesa, Ehud Barak, lembraram hoje em um grande ato o 13º aniversário do assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin.

EFE |

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram como todos os anos na Praça Rabin de Tel Aviv para participar do aniversário do assassinato de Rabin por um ultranacionalista judeu em 1995, que, com sua ação, pretendia interromper o processo de paz que o líder político tinha iniciado com os palestinos.

"Não estive nesta praça naquela noite", reconheceu Livni perante os presentes, na primeira ocasião na qual a dirigente da formação governante e centrista Kadima participa deste ato.

A ministra, que então era do direitista Likud, partido com o qual meses depois tentou obter uma cadeira parlamentar, lembrou hoje que Rabin "também era seu primeiro-ministro" e defendeu o "fim dos campos (políticos) em Israel".

Em seu discurso, a ministra e chefe da equipe negociadora israelense nas atuais conversas de paz com os palestinos não mencionou em nenhum momento os palestinos, com os quais insistiu em que pretende conseguir um acordo que ponha um fim ao conflito no Oriente Médio.

Os discursos foram intercalados por apresentações musicais de cantores populares e grupos israelenses.

Pouco antes, o titular da Defesa, Ehud Barak, elogiou a figura de Rabin.

Barak lembrou a determinação e a coragem de Rabin quando mantinha conversas secretas com a parte palestina durante o processo de paz de Oslo.

O presidente de Israel, que concluiu o ato com lágrimas nos olhos, pediu aos presentes que continuem lembrando a figura do político ano após ano para manter viva a democracia em Israel. EFE db/ab

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