Dublin, 12 mar (EFE).- Os máximos responsáveis das Polícias irlandesa (a Garda) e norte-irlandesa (PSNI), Fachtna Murphy e Hugh Orde, respectivamente, concordaram hoje em trabalhar estreitamente para enfrentar a ameaça na ilha dos grupos dissidentes do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA).

Em comunicado divulgado após um encontro realizado em Belfast, Orde destacou as "excelentes" relações entre as duas corporações, e reafirmou seu compromisso de levar à Justiça os responsáveis dos "horríveis crimes" cometidos recentemente na Irlanda do Norte.

A reunião também serviu para revisar os sistemas de cooperação além das fronteiras, depois do aumento da violência registrado desde sábado, quando dois membros do IRA Autêntico mataram a tiros dois soldados britânicos na base militar de Massereene, no condado de Antrim, ao norte de Belfast.

Dois dias depois, outra facção dissidente, o IRA de Continuidade, assassinou o agente da PSNI Stephen Carroll na localidade de Craigavon, no condado fronteiriço de Armagh, sul da província.

Sobre isso, Murphy declarou que qualquer ataque contra um policial é "um ataque contra toda a sociedade", tanto no sul quanto no norte da ilha.

"A cooperação entre as duas forças de Polícia cresceu constantemente durante os últimos anos", afirmou o comissário-chefe da Garda.

"Em nível operacional, tanto policiais quanto detetives se reúnem regularmente para debater um amplo leque de questões relacionadas com atividades criminosas e assuntos de segurança nas comunidades", acrescentou.

Enquanto ocorria a reunião dos responsáveis da Garda e da PSNI, as forças da ordem fechavam várias estradas e estabeleciam postos de controle na zona de Ballykinler, no condado de Down, onde fica a maior base militar britânica da província e que se transformou em alvo dos dissidentes. EFE ja/db

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