Autoridades investigam motivação religiosa em ataque de Frankfurt

Suspeito de matar dois militares americanos em aeroporto é muçulmano e nasceu no Kosovo, segundo investigação

iG São Paulo |

Autoridades alemãs estão investigando a hipótese de o ataque contra soldados americanos no aeroporto de Frankfurt, que aconteceu na quarta-feira, ter sido um ato de terrorismo islâmico. O atirador matou dois militares dos EUA e feriu outros dois antes de ser preso.

Promotores alemãos afirmaram que o suspeito, identificado como um jovem de 21 anos nascido no Kosovo, pode ter realizado o ataque por motivos religiosos. "Ele é acusado de matar militares americanos", disse o grupo que comanda a investigação, em comunicado. "Dadas as circunstâncias, existe a suspeita de que o ataque tenha sido motivado pelo radicalismo islâmico."

AP
Flores e cartaz (que diz, em alemão: "Raiva, luto, por quê?") são vistos no local do ataque no aeroporto de Frankfurt

A família do suspeito o identificou como Arid Uka e disse que ele era um muçulmano devoto. Os pais de Uka moram na Alemanha há 40 anos e disseram que o filho trabalhava no aeroporto de Frankfurt. Um porta-voz não soube confirmar a informação, mas disse que uma investigação estava em andamento. "Temos 70 mil funcionários de 500 empresas", justificou.

Autoridades da Alemanha disseram acreditar que o atirador agiu sozinho, mas a investigação, realizada em parceria com os Estados Unidos, também busca definir se ele faz parte de algum grupo terrorista.

O ataque aconteceu quando um ônibus que levava militares americanos estacionava em frente ao terminal dois do aeroporto de Frankfurt. Segundo a Força Aérea dos EUA, os soldados serviam na Grã-Bretanha e estavam a caminho do Afeganistão. O atirador abriu fogo contra o ônibus e chegou a entrar no veículo por algum tempo, antes de ser preso enquanto tentava fugir.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar "triste e ultrajado" pelo episódio e pediu que as autoridades não poupem esforços para descobrir como o ataque aconteceu. O ministro do Interior do Kosovo, Bajram Rexhepi, também lamentou o ataque. "É um acontecimento trágico e devastador", afirmou.

Os Estados Unidos têm tropas em Kosovo desde 1999, quando bombardeios da Otan expulsaram as forças sérvias dessa região, de maioria albanesa. Os soldados americanos atualmente ajudam a preservar a tênue paz que vigora no território desde que Kosovo se declarou independente da Sérvia, em 2008.

Com Reuters e AP

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