Autoridades identificam 7 autores de chacina no México

Corpos de três homens foram identificados por um dos sobreviventes como parte do grupo que matou os imigrantes ilegais

AFP |

Três homens que foram apontados como supostos responsáveis pelo massacre de 72 imigrantes há duas semanas no México foram encontrados mortos junto a duas mulheres em uma estrada, informaram autoridades nesta segunda-feira. Os corpos foram localizados há oito dias, mas o governo só divulgou agora a descoberta.

Militares encontraram em 30 de agosto "os corpos sem vida de três homens e duas mulheres" em uma estrada de Tamaulipas (sudeste do país), estado onde o massacre foi cometido, depois de "um telefonema que os apontou como supostos responsáveis pelo homicídio dos imigrantes", disse em coletiva de imprensa Alejandro Poré, secretário do Conselho de Segurança do México.

O funcionário informou que, das cinco vítimas, "os três homens foram identificados por um sobrevivente hondurenho como participantes" dos assassinatos dos 72 imigrantes, entre os quais um brasileiro.

As autoridades já tinham identificado outros quatro supostos envolvidos durante a operação no rancho onde os cadáveres foram encontrados: três deles foram mortos por militares e um jovem mexicano foi preso.

As investigações continuam apontando o cartel de traficantes Los Zetas como responsável pelo massacre, disse o porta-voz da procuradoria federal, Ricardo Nájera, durante declarações feitas na residência oficial de Los Pinos.

Um equatoriano, que já está em seu país, e um hondurenho, que continua colaborando com a investigação no México, foram os únicos sobreviventes do massacre.

Brasileiro
O consulado do Brasil no México ainda aguarda a liberação do corpo do imigrante Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, para tramitar sua repatriação. Os documentos do brasileiro Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados, mas seu corpo ainda não foi identificado. Ainda faltam ser identificadas 41 vítimas do grupo de imigrantes assassinados. Entre as vítimas já identificadas, estão 16 hondurenhos, 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos.

Em seis meses, cerca de 10 mil pessoas foram sequestradas no México, o equivalente a mais de 1,6 mil vítimas por mês, de acordo com um relatório da Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH). Desde a chacina dos imigrantes latinoamericanos, considerada uma das piores da história da guerra do narcotráfico no México, a violência na zona fronteiriça tem aumentado. Na quinta-feira, soldados mexicanos mataram 27 pessoas, supostos traficantes de drogas, próximo à fronteira com os Estados Unidos.

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