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Autoridades gregas atribuem atentado a grupo que quer prejudicar a Polícia

Atenas, 5 jan (EFE).- As autoridades gregas acreditam que, por trás do atentado de hoje contra uma unidade antidistúrbios em Atenas, no qual um agente ficou gravemente ferido, há um grupo que tenta prejudicar a Polícia e as instituições democráticas.

EFE |

Em entrevista coletiva, o chefe da Polícia grega, Vassilis Tsiatouras, informou que o ataque a um ônibus policial nos arredores do Ministério da Cultura, no bairro ateniense de Exarhia, usou a mesma arma que em outro atentado contra a Polícia cometido em 23 de dezembro.

Os peritos da Polícia encontraram no local 27 cápsulas de balas de fuzil Kalashnikov, quatro de um revólver de 9 milímetros e restos de uma granada de fabricação grega.

Segundo os primeiros indícios, essas 27 cápsulas coincidem com os recolhidos após o atentado cometido com dois fuzis contra um ônibus de transporte de brigadas antidistúrbios em 23 de dezembro no bairro ateniense de Gudi, que causou apenas danos ao veículo.

"É um grupo que tem como objetivo assassinar policiais. Tentam prejudicar a Polícia e as instituições democráticas", disse Tsiatouras.

O canal ateniense "Ant1" informou também que, segundo fontes da Polícia, a segunda arma do atentado de hoje é a mesma utilizada em um ataque contra o quartel da Polícia do bairro de Nea Ionia, em Atenas, em 2007.

Aquele ataque foi atribuído à organização "Luta Revolucionária", que atua desde 2003 contra membros do Governo, ministérios e quartéis da Polícia.

O agente gravemente ferido no atentado de hoje é Adamantios Mantzunis, de 21 anos, que estava do lado de fora do ministério junto com outros colegas, quando foram atacados por pelo menos três pistoleiros.

Após ser submetido a uma cirurgia, o estado do agente é "grave, mas estável", segundo o diretor de um hospital em Atenas, Andreas Martines.

O chefe da Polícia disse que não está em condições de relacionar os atentados contra a Polícia com a morte do adolescente Alexandros Grigoropoulos, em 6 de dezembro, por causa do tiro de um policial no bairro de Exarhia, o que gerou uma onda de distúrbios e violentos protestos. EFE afb/an

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