Autoridades espanholas apreendem mais de 100 quilos de explosivos da ETA

Madri, 24 jul (EFE).- As autoridades espanholas localizaram hoje em La Rioja, no norte do país, um segundo cativeiro da organização separatista ETA em que havia pelo menos 125 quilos de explosivos.

EFE |

Segundo confirmaram à Agência Efe fontes da investigação, este esconderijo foi achado nas imediações do município de Pazuengos e nele havia também placas de carro de Portugal e França, detonadores, fios detonantes e tranqüilizantes que seriam utilizados em possíveis seqüestros.

Os 125 quilos de material explosivo consistem em pó de alumínio, nitrometano e nitrato de amoníaco, segundo as fontes.

Trata-se do segundo cativeiro da ETA encontrado após o que foi descoberto na véspera na localidade de Valgañón, também em La Rioja, e em cujo interior a Guarda civil achou um submetralhadora e diversas ferramentas para roubar automóveis.

A descoberta dos dois esconderijos está vinculada à operação policial efetuada desde a madrugada de terça-feira passada, quando foi desarticulado, com nove detidos, o chamado complexo Vizcaya da ETA, que, segundo as autoridades, previa perpetrar "muito em breve" um atentado de "grandes proporções" em Getxo, no País Basco.

O cativeiro foi localizado em uma área florestal a dois quilômetros do centro urbano de Pazuengos.

Sua localização foi possível graças ao testemunho de Arkaitz Goikoetxea, mentor do complexo Vizcaya, que foi transferido de helicóptero até o lugar onde estava escondido o cativeiro, acompanhado por autoridades.

Entre os futuros alvos, além do citado atentado em Getxo, o grupo planejava uma ação terrorista contra o juiz da Audiência Nacional Fernando Grande-Marlaska.

A Guarda Civil atribui ao comando desarticulado atentados com carro-bomba, como o do quartel da Guarda Civil de Calahorra (La Rioja) ou Durango, ou o que custou a vida do agente Juan Manuel Piñuel em Legutiano (Álava) em maio passado.

A ETA foi responsável pela morte de mais de 850 pessoas desde que, em meados dos anos 60, começou sua atividade violenta pela independência do País Basco.

O Governo socialista manteve um processo de diálogo com o movimento separatista basco durante alguns meses de 2006, mas o rompeu no dia 30 de dezembro daquele ano depois que a ETA perpetrasse um atentado em Madri que custou a vida de dois cidadãos equatorianos. EFE nac/bm/rr

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