Autoridades esclarecem que vulcão no Chile é o Chaitén e não o Michimahuida

Santiago do Chile, 2 mai (EFE).- As autoridades chilenas esclareceram hoje que o vulcão que entrou em erupção na província de Palena (sul) durante a madrugada desta sexta-feira é o Chaitén e não o Michimahuida, como havia sido anunciado inicialmente.

EFE |

A correção foi confirmada à Agência Efe por uma porta-voz do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), que explicou que as perícias de técnicos do organismo e do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) permitiram determinar com exatidão o ponto da erupção, que começou à 0h30 local (1h30 em Brasília).

Uma densa chuva de cinzas e fumaça expelida pelo vulcão impediu nas primeiras horas do dia os vôos sobre a região, a cerca de 1.220 quilômetros de Santiago, o que contribuiu para o erro inicial, segundo as fontes.

O Chaitén, um pequeno vulcão de apenas 960 metros de altitude, está situado a dez quilômetros ao nordeste da localidade de mesmo nome, capital da província de Palena, o que aumenta preocupação, segundo o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma.

O Michimahuida, de 2.467 metros de altitude, está a 35 quilômetros do Chaitén.

Pérez Yoma informou que foi iniciada a evacuação de todos os adultos maiores para as localidades de Quellón, na ilha grande de Chiloé e Puerto Montt, capital da região dos Lagos, a cerca de 200 quilômetros do local da erupção, de onde se podia ver a nuvem de fumaça expelida pelo vulcão.

"É importante que as pessoas se mantenham afastadas de todos os cursos de água, porque podem ocorrer grandes degelos e conseqüentemente enchentes", advertiu o ministro do Interior aos jornalistas.

Após a erupção, as autoridades colocaram a região sob alerta vermelho e até o momento foram evacuadas cerca de 700 pessoas por terra e por mar.

A Onemi distribuiu máscaras para cerca de cinco mil habitantes da região assim como água potável, cuja provisão habitual foi suspensa até que seja feita a avaliação da toxicidade por enxofre e outros elementos vulcânicos.

A chuva de cinzas, que cobriu a área com uma camada de mais de quatro centímetros, também mantém Chaitén e outras localidades às escuras, ao impedir a passagem da luz solar. EFE ns/fb

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