O procurador-geral de Portugal, Fernando José Pinto Monteiro, arquivou nesta segunda-feira o caso do desaparecimento da menina Madeleine McCann e isentou os pais dela de envolvimento no episódio. Madeleine desapareceu do quarto de hotel em que estava hospedada, juntamente com seus pais, na praia da Luz, no Algarve, no último dia 3 de maio, poucos dias após ter completado quatro anos de idade.

O caso despertou a atenção da mídia internacional, especialmente após a polícia portuguesa ter apontado os pais como os principais suspeitos.

As autoridades portuguesas disseram não ter provas suficientes para encontrar a menina ou para indiciar quaisquer suspeitos.

AP
Caso Maddie mobilizou a imprensa internacional
Mais de 14 meses após o desaparecimento da menina, Kate e Gerry McCann, os pais de Madeleine, ainda mantinham o status de suspeitos formais pelo caso ou argüidos - figura jurídica portuguesa que designa possíveis suspeitos.

Sob a lei portuguesa, as autoridades do país poderiam manter o status de suspeitos formais, mas a mídia de Portugal já havia antecipado que seria improvável que isso acontecesse.

Agora, com o caso arquivado, acredita-se que o casal McCann pedirá que os investigadores particulares contratados por eles tenham acesso aos documentos da polícia de Portugal, para que possam continuar as buscas por sua filha.

Livro

O principal investigador da polícia portuguesa no desaparecimento da menina Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, está lançando um livro em que conta a sua versão sobre o caso.

Intitulado Maddie: A Verdade da Mentira, o livro relata como foi o processo de investigação do desaparecimento. A obra será lançada na quinta-feira, três dias depois do anúncio das conclusões da polícia sobre o caso.

Segundo o jornal britânico The Observer, Amaral estaria convencido de que Madeleine McCann está morta.

Amaral foi retirado do caso depois de criticar a polícia britânica. Segundo o jornal, o ex-inspetor deve voltar a criticar o papel dos policiais britânicos no inquérito.

Ele já havia comentado publicamente que os britânicos haviam sido influenciados pela direção que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, queriam tomar nas investigações.

A escolha da data para o lançamento do livro coincide com o fim do prazo legal de sigilo nas investigações.

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