Autoridades elevam para oito número de corpos encontrados no Costa Concordia

Entre os oito corpos encontrados está o de uma menina de cinco anos; segundo autoridades identificação pode levar dias

iG São Paulo |

Mergulhadores encontraram nesta quarta-feira mais oito corpos de vítimas do naufágio do navio Costa Concordia, que aconteceu no mês passado na Itália. Entre os corpos está o de uma menina de 5 anos, Dayana Arlotti. Inicialmente, as autoridades italianas informaram que quatro, e não oito, corpos tinham sido encontrados .

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AP
Bombeiro acena depois de ter encontrado um corpo no navio Costa Concordia, naufragado na costa italiana

A agência nacional de proteção civil italiana, que monitora a operação na ilha da costa toscana, disse que três dos corpos encontrados foram retirados poucas horas depois de terem sido encontrados por mergulhadores. Segundo a agência, os corpos pertenciam a uma mulher, uma menina e um homem. Devido à piora no tempo, os mergulhadores não conseguiram remover os outros cinco corpos imediatamente.

Os corpos foram transferidos a um hospital para identificação, e esse processo pode levar dias. Com os corpos encontrados, o número de mortos na tragédia subiu para 25.

Antes da descoberta, 15 pessoas estavam desaparecidas, e entre elas apenas uma criança, Dayana Arlotti. A menina estava no cruzeiro com seu pai e a madrasta, que sobreviveu. Seu pai está entre os desaparecidos e presumidamente mortos.

O pai de Dayana, Williams, tinha um histórico de problemas de saúde, e, segundo a família, viajou para comemorar uma nova fase em sua vida, pois tinha recebido um transplante de rim e pâncreas. Algumas testemunhas afirmaram à imprensa italiana que a última vez que foi visto, Williams tinha voltado à cabine para buscar seus remédios.

Todos os corops encontrados por mergulhadores nesta quarta-feira estavam em uma parte do navio conhecida como Ponte 4. O navio, que levava mais de 4,2 mil a bordo, bateu em uma rocha e tombou no dia 13 de janeiro perto da ilha de Giglio, na região da Toscana.

O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino , foi detido um dia depois do acidente. Ele é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão. O capitão nega as acusações.

A justiça italiana decidiu abrir uma investigação por homicídio contra sete pessoas, entre elas vários diretores da companhia de navegação Costa Cruzeiros. "Recebemos sete avisos de abertura de investigação judicial para quatro oficiais e três executivos da Costa Cruzeiros", disse um porta-voz da companhia proprietária do Costa Concordia.

Schettino e o primeiro comissário Ciro Ambrosio já estão sendo investigados por múltiplos assassinatos, naufrágio e abandono do navio antes que todos os passageiros fossem retirados.

Outros quatro tripulantes e três executivos da principal companhia do setor, na Europa, também estão sendo investigados e enfrentam acusações por homicídio culposo, naufrágio e falha na comunicação com as autoridades marítimas.

A Costa Cruzeiros anunciou: "Temos total confiança no trabalho dos promotores. Oferecemos cooperação completa e estamos certos de que o profissionalismo e a capacidade da companhia serão confirmados."

O responsável pela Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, estimou no início de fevereiro que serão necessários de sete a dez meses para retirar o Costa Concordia do local onde naufragou.

Gabrielli explicou que levará dois meses para avaliar o que fazer com o cruzeiro, se será possível desmanchá-lo em frente à ilha de Giglio ou rebocá-lo inteiro para local mais seguro. Depois dessa análise, trabalha-se com a estimativa de sete a dez meses para a operação de retirada.

No momento são realizadas operações para remover os 500 mil galões de combustível do navio . A empresa especialista Smit, da Holanda, está subervisionando a operação, junto a outro parceiro italiano.

Com AP, AFP e BBC

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