Zilda Arns morreu no terremoto do Haiti nesta terça-feira. Autoridades e entidades brasileiras lamentaram a morte lembraram os principais feitos da fundadora da Pastoral da Criança." / Zilda Arns morreu no terremoto do Haiti nesta terça-feira. Autoridades e entidades brasileiras lamentaram a morte lembraram os principais feitos da fundadora da Pastoral da Criança." /

Autoridades e entidades lamentam a morte de Zilda Arns

A médica sanitarista http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/13/zilda+arns+morre+em+terremoto+no+haiti+9274211.htmlZilda Arns morreu no terremoto do Haiti nesta terça-feira. Autoridades e entidades brasileiras lamentaram a morte lembraram os principais feitos da fundadora da Pastoral da Criança.

iG São Paulo |

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República: Transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e às famílias das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança.

Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores: "O presidente (Lula) estava absolutamente chocado, lamentou muito. (Zilda) é uma pessoa de grande projeção no País. Foi uma grande tragédia. Há vários tipos de preocupações, não apenas com a situação de brasileiros militares e civis mas também com a situação do povo haitiano"

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República:   Foi ela que mostrou como é possível, com a ajuda do trabalho voluntário, enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. Conseguimos baixar as taxas de mortalidade infantil não apenas pela ação dos governos, mas pelo devotamento de Zilda e da Pastoral da Criança.

AE
Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança
Cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e irmão de Zilda Arns: Acabo de ouvir a emocionante notícia de que minha caríssima irmã Zilda Arns Neumann sofreu com o bom povo do Haiti o efeito trágico do terremoto. Que nosso Deus em sua misericórdia acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças e pelos desamparados. Não é hora de perder a esperança. Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou"

José Serra, governador de São Paulo: "Zilda Arns era uma mulher extraordinária. Movida pela fé cristã, conhecedora do espírito de solidariedade do nosso povo, simbolizava como ninguém o trabalho da Pastoral da Criança, com mais de 150 mil voluntários espalhados em mais de 3,4 mil municípios do Brasil, nas regiões mais pobres, atuando junto às famílias, às gestantes e às criancinhas. Quando ministro da Saúde, a Pastoral da Criança, e dona Zilda, foram nossos principais parceiros no combate à mortalidade infantil. Logo no início da minha gestão de quatro anos duplicamos os investimentos no trabalho por eles desenvolvido. A forte queda dessa mortalidade deve-se muito à ação da Pastoral. Por isso mesmo, em 2001 coordenei a proposta de outorga do Prêmio Nobel da Paz à dona Zilda, proposta essa que obteve grande apoio em todo o Brasil e no exterior. Como indivíduo, ninguém fez tanto em nosso país pela vida das crianças quanto Zilda Arns. Sua perda é dolorosa para todos nós. Para mim, foi-se uma amiga, muito querida"

José Sarney, presidente do Senado Federal: "Lamento o episódio profundamente. O Brasil perdeu uma de suas mais expressivas figuras. Ela era um exemplo extraordinário de dedicação às crianças, aos pobres e às causas sociais. Era uma referência. Essa não é uma perda só para a família, mas para o Brasil inteiro. Sua morte enluta todo o País."

Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados: A morte de Zilda Arns deixa milhões de órfãos no Brasil. Não só os integrantes de sua família, mas também os muitos filhos adotados por ela em seu trabalho na Pastoral da Criança e na Pastoral do Idoso. Zilda Arns tornou-se sinônimo de doação em sua luta pelos mais carentes, em seu combate diuturno à mortalidade infantil e na busca pela melhoria da vida do povo.

Nelson Jobim, ministro da Defesa: " Sob o impacto da tragédia que se abateu sobre o povo do Haiti, presto meu tributo especial aos militares brasileiros que tombaram no cumprimento da missão delegada, antes de tudo, pelo povo brasileiro: levar a solidariedade e o calor da nossa gente aos irmãos haitianos. Eles carregavam em seus corações um pouco do amor e da compaixão semeada por D. Zilda Arns, mulher exemplar que teve sua vida também ceifada neste triste acontecimento. D. Zilda, num sacerdócio que contagiou e mobilizou multidões, tinha em comum com os militares brasileiros da Missão de Paz da ONU, em seus últimos momentos, a voluntariedade na dedicação à tarefa. Ali, ninguém estava obrigado, mas movido pelo interesse no crescimento pessoal, trazido pelas novas experiências e, especialmente, pelo esforço solidário para tornar o mundo melhor e mais seguro para os seus semelhantes. Este é o grande legado que nos deixam esses homens e mulheres sacrificados pela missão no Haiti. E a eles prestamos as nossas homenagens".

Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança: "É com grande pesar que a Arquidiocese da Paraíba recebe a lamentável notícia da morte da Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança. Ela foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti. A nossa querida Zilda continua viva em nossos corações pelo exemplo de mulher sempre preocupada com os mais desassistidos nos grandes bolsões de pobreza do nosso Brasil e também de outros países. O bem-estar das nossas crianças foi a preocupação que regeu a vida dessa batalhadora que chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Humanitária, preocupou-se também com o outro extremo da nossa vida terrestre: as pessoas idosas, sendo fundadora da Pastoral que atende a esse público. Dra. Zilda deixa milhares de seguidoras do seu trabalho. São líderes comunitárias espalhadas pelo mundo, que vão de porta em porta, de casa em casa, ensinando às mães noções simples de cuidados com os filhos que possam, em áreas sem condições humanas básicas, garantir a sobrevivência de milhares de meninos e meninas. Ficará guardado na nossa memória, eternamente, aquele sorriso aprazível, de carinho, de conselheira, de mãe. Foi isso que Dra. Zilda foi: uma mãe para todos os brasileiros."

Cezar Britto, presidente do Conselho Federal da OAB: A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo. Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce. São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos. Fui seu colega no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tive o privilégio de com ela conviver. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária".

José Gomes Temporão, ministro da Saúde: "A trajetória desta médica catarinense que acolheu como missão de vida a saúde pública é exemplar para todos os brasileiros. A atuação desta grande mulher e grande sanitarista brasileira foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras. Morreu em missão, como viveu toda a sua vida."

Aécio Neves, governador de Minas Gerais: "Na tragédia que atingiu o Haiti, perdemos, todos os brasileiros, uma das nossas mais importantes referências no campo social. E Minas, a sua mais generosa parceira. Os inúmeros exemplos que Doutora Zilda nos deixa - de solidariedade, de responsabilidade compartilhada e amor pelo Brasil - ficarão, no entanto, para sempre. Para nós, significam um verdadeiro legado capaz de iluminar o caminho do País na direção da justiça e equidade."

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo: "Com profundo pesar, lamento a morte de Zilda Arns, dos vários brasileiros e de todas as pessoas que perderam suas vidas na tragédia ocorrida no Haiti. Médica e idealizadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns foi uma grande humanista. Dedicou toda a sua vida ao próximo, contribuindo decisivamente para a redução da mortalidade infantil e das desigualdades sociais no Brasil. O seu trabalho e a sua dedicação à causa social, cuja importância lhe rendeu vários títulos internacionais e uma indicação para o Prêmio Nobel da Paz, permanecerão como exemplo para as futuras gerações de brasileiros."

Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB: "Zilda era movida pelo seu imenso amor aos excluídos e dedicou-se a dar melhor qualidade de vida a milhões de crianças no Brasil e no mundo. Sua morte é uma perda imensa para todos aqueles que sonham com um Brasil verdadeiramente mais generoso e solidário."

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: A morte surpreende sempre mas no caso de Zilda Arns acresce à surpresa um grande sentimento de perda em face do seu trabalho, do seu compromisso com a vida, com a dignidade humana e com os valores éticos. Ela morreu ensinando e cumprindo sua missão.

Geraldo Martins Dias, padre e assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): Ela deixa uma grande lacuna, mas ao mesmo tempo um grande legado que honra a todos nós."

Força Sindical: "A direção da Força Sindical lamenta profundamente a morte da médica e fundadora da Pastoral da Criança Zilda Arns, ocorrida durante o terremoto no Haiti. É uma perda irreparável para toda a sociedade brasileira. O Brasil perdeu um ícone da luta contra a ditadura e uma incansável e exemplar lutadora pelos direitos das crianças e adolescentes. Vale destacar que seu trabalho em prol das causas humanitárias é reconhecido mundialmente. Nosso pesar a família e todas as vítimas deste terrível desastre ocorrido no Haiti."

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