Autoridades do Texas não podiam retirar 463 crianças de uma seita, segundo juízes

As autoridades texanas não tinham o direito de levar 463 crianças de uma seita polígama, como fizeram no início de abril, porque não provaram antes que estes estavam sob perigo físico imediato, declarou nesta quinta-feira uma Corte de Apelação local americana.

AFP |

Após a batida, no dia 3 de abril, de um rancho onde vivia uma comunidade de adeptos de uma seita polígama - dissidente da Igreja mórmon e suspeita de abusos sexuais a menores -, o serviço social do Texas (sul) retirou 250 meninas e 213 meninos dos cuidados de seus pais.

Segundo as autoridades, exigia-se, na comunidade, que as meninas tivessem relações sexuais com "maridos espirituais" adultos desde a puberdade, e os meninos da seita eram doutrinados para perpetuar essa prática.

"As evidências de que os meninos criados nesse ambiente possam ter, um dia, sua saúde física e sua segurança ameaçadas não mostram que o perigo seja suficientemente iminente para justificar a medida extrema de retirada, antes que o caso seja examinado mais a fundo", declarou nesta quinta-feira a Corte de Apelações de Austin, no Texas.

As crianças foram levadas para abrigos e, nesta semana, começarão as audiências para buscar uma solução mais duradoura para cada uma delas.

fc/cl/tt

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