Autoridades detêm pessoas por crimes eleitorais na Venezuela

Caracas, 15 fev (EFE).- As autoridades militares da Venezuela responsáveis por zelar pela ordem durante o referendo disseram hoje que há várias pessoas detidas por crimes eleitorais e por tentar promover desordens.

EFE |

O major-general Jesús González, chefe do Comando Estratégico Operacional, não precisou o número de detidos, mas disse que, no estado de Táchira, foram detidas temporariamente 11 pessoas, entre elas dois menores de idade, porque tentaram alterar a ordem perto de um centro de votação.

As outras detenções estão relacionadas, segundo González, com a destruição do comprovante de votação, o dano a máquina eleitoral ou a agressão de algum membro de mesa ou dos que fazem a guarda do centro.

González insistiu em que são casos isolados e qualificou o referendo de "processo extraordinariamente bem-sucedido".

Citou dois casos especiais registrados durante a noite do sábado, antes da abertura dos colégios relacionados a criminosos comuns.

Em um dos casos, três soldados de um centro rural do interior foram surpreendidos por cinco criminosos armados que pegaram seus fuzis.

González disse que dois dos assaltantes foram detidos e que se espera recuperar as armas nas próximas horas.

Também se referiu ao assalto a uma residência vizinha a um centro de votação, cuja situação não precisou, no qual morreram três membros de uma família e um quarto se encontra em estado grave.

O militar insistiu em que a votação está sendo "uma demonstração de maturidade democrática e de civismo".

Hoje, cerca de 17 milhões de venezuelanos poderão aprovar ou rejeitar um projeto de emenda constitucional que permitiria aos cargos públicos de escolha popular se apresentar à reeleição de forma ilimitada. EFE rr/an

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