Autoridades de segurança da Índia discutem medidas após múltiplo atentado

Nova Délhi, 14 set (EFE).- O ministro de Interior da Índia, Shivraj Patil, se reuniu hoje com as autoridades de segurança do país para discutir a aplicação de novas medidas de prevenção a ataques.

EFE |

Segundo a agência "PTI", do encontro, motivado pelo múltiplo atentado que ontem matou 21 pessoas em Nova Délhi, também participaram o conselheiro de Segurança Nacional, M. K. Narayanan, o secretário do Ministério de Interior, Madhukar Gupta, e o comissário da Polícia de Nova Délhi, E. S. Dadwal.

"Discutimos várias medidas que podem ser necessárias não só em Nova Délhi, mas também em outras grandes cidades", disse o secretário de Interior, que não divulgou o conteúdo das conversas.

Ontem, 21 pessoas morreram e 97 ficaram feridas na explosão de cinco bombas em três zonas comerciais da capital indiana, explicou à Agência Efe o porta-voz policial Rajan Bhagat.

Um agente da Polícia indiana afirmou que duas das bombas foram encontradas graças a denúncias da população, pelas quais as autoridades ofereceram uma recompensamde 50 mil rúpias (US$ 1.200).

Fontes policiais citadas pela agência "Ians" asseguraram que sete pessoas foram presas ontem à noite em operações nas regiões em que ocorreram as explosões, o que não foi oficialmente confirmado.

"Não podemos revelar nenhum detalhe neste sentido. A investigação continua", disse à Agência Efe o porta-voz Rajan Bhagat.

O grupo Indian Mujahedin, uma suposta nova denominação do ilegal Movimento Estudantil Islâmico da Índia (Simi, na sigla em inglês), reivindicou a autoria do atentado em um e-mail à imprensa, como fez nos últimos ataques registrados este ano em várias cidades indianas.

As medidas de segurança foram intensificadas em todos os mercados, cinemas e áreas de lazer da capital, que hoje funcionaram normalmente, segundo Bhagat.

Mumbai (oeste), capital financeira da Índia, está em estado de alerta máximo desde que o Indian Mujahedin ameaçou as forças de segurança da cidade em sua carta, segundo a "Ians".

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que ontem condenou o atentado, foi hoje ao Hospital Dr. Ram Manohar Lohia, em Nova Délhi, onde visitou alguns feridos e se reuniu durante dez minutos com a equipe médica que está atendendo às vítimas, informou a "PTI".

EFE mb/wr/sc

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