PESCARA - O governo italiano e a região de Abruzzo estudam criar um pacote de ajuda social às vítimas do terremoto que atingiu o centro do país na última segunda-feira, deixando 272 mortos, mais de mil feridos e 17 mil desabrigados.


A medida, que seria voltada principalmente a trabalhadores que perderam o emprego por causa do desastre, foi tema de um encontro realizado em Roma do qual participaram o ministro do Trabalho, Maurizio Sacconi, e o secretário do Trabalho da região de Abruzzo, Paolo Gatti.      

Para que seja efetivamente criado, o pacote precisa da aprovação do Conselho de Ministros, que analisará a proposta na próxima semana. O valor da ajuda, contudo, ainda não foi definido. Assim que for liberado, o dinheiro será repassado ao chefe da Defesa Civil, Guido Bertolaso.      

Durante a reunião desta quarta-feira, o ministro e o secretário concordaram em estender o pacote também aos trabalhadores autônomos prejudicados pelo terremoto, que atingiu 5,8 graus na escala Richter e destruiu casas, edifícios públicos e monumentos. A princípio, o benefício seria válido por três meses.      

Na manhã desta quarta, Gatti também se encontrou com o secretário de Educação de Abruzzo, Carlo Petracca, e com a ministra da Educação do governo italiano, Mariastella Gelmini, que disponibilizou fundos para a reconstrução "imediata" da Casa do Estudante de L'Aquila, destruída pelo tremor.      

Os esforços do governo, contudo, são criticados pela governadora da província de L'Aquila, Stefania Pezzopane. "Espero que o premiê Silvio Berlusconi, depois destes três dias de euforia, faça alguma coisa", acusou ela, em entrevista concedida ao canal Red TV.      

Pezzopane questionou também as condições dos edifícios que desmoronaram. "Não é possível que tenham desmoronado construções da década de 1980", afirmou. "Tivemos de evacuar um hospital. Este é o sinal da falta de autoridade do Estado", acrescentou.      

Embora tenha dito que "não gosta de fazer polêmicas", a governadora cobrou da administração regional de Abruzzo e do governo federal que "trabalhem melhor e ajam com mais clareza".      

"Foram anunciados 30 milhões de euros, mas aqui é preciso bilhões", ressaltou ela, que também denunciou a promessa não cumprida do governo de que chegariam mais 2 mil tendas à região. "Um bom político deve dizer o que pode fazer", enfatizou.


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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