Autoridades da Somália detêm reféns libertados por piratas

Mogadíscio, 7 set (EFE).- As autoridades da região autônoma de Puntland, no norte da Somália, informaram hoje sobre a detenção de dez pessoas, entre elas três cidadãos das Ilhas Seychelles recém-libertados por piratas somalis, e as tripulações dos dois aviões que deviam recolhê-los.

EFE |

Por outro lado, 23 supostos piratas que foram libertados pelas autoridades das Ilhas Seychelles em troca dos três reféns foram recebidos como heróis por seus companheiros na localidade de Garacad, um dos principais refúgios de piratas, segundo fontes locais.

Anteriormente, a emissora somali de rádio "Shabelle" havia informado sobre a captura de 23 piratas procedentes das Ilhas Seychelles, que seriam trocados por três reféns, o que foi desmentido.

As informações dadas até agora são contraditórias e, enquanto as autoridades regionais de Puntland asseguram que não sabiam da troca dos reféns pelos supostos piratas, fontes do governo da Somália disseram à Agência Efe que tinham sido informados pelas autoridades das Ilhas Seychelles.

Youssef Ahmed Kheyr, vice-ministro de Interior de Puntland, disse aos jornalistas que "dez homens em dois aviões foram detidos, que serão acusados de violar a legislação aérea da Somália".

Os detidos, segundo Kheyr, são três seychelleses que tinham sido libertados pelos piratas, dois pilotos, outros dois co-pilotos e um engenheiro de voo quenianos, além de dois cidadãos britânicos de origem indiana.

Kheyr insistiu que todos serão processados, incluindo os três reféns.

Segundo o vice-ministro de Interior de Puntland, o motivo da detenção é que o governo "não soube da devolução dos piratas". "Eles os libertaram sem nos informar e os aviões aterrissaram em uma pista de pouso clandestina", alegou.

Em comunicado divulgado pelo governo de Puntland, os pilotos "mentiram sobre sua missão e disseram que levavam ajuda humanitária".

Os dois aviões, com bandeira do Quênia, e seus ocupantes, foram detidos ao aterrissar no aeroporto de Galkao para reabastecer. EFE aa/id-pd

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