assassinato do líder da ultradireita branca, Eugene Terreblanche, cujos partidários http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/04/grupo+de+extrema+direita+sul+africano+afirma+que+lider+sera+vingado+9448165.html target=_topprometeram vingança. " / assassinato do líder da ultradireita branca, Eugene Terreblanche, cujos partidários http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/04/grupo+de+extrema+direita+sul+africano+afirma+que+lider+sera+vingado+9448165.html target=_topprometeram vingança. " /

Autoridades da África do Sul pedem calma após morte de extremista branco

As autoridades sul-africanas tentaram nesta segunda-feira apaziguar os ânimos e impedir os distúrbios públicos apó o http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/03/lider+ultradireitista+e+assassinado+a+machadadas+na+africa+do+sul+9447884.html target=_topassassinato do líder da ultradireita branca, Eugene Terreblanche, cujos partidários http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/04/grupo+de+extrema+direita+sul+africano+afirma+que+lider+sera+vingado+9448165.html target=_topprometeram vingança.

AFP |

Um dia depois de uma intervenção pela televisão do presidente Jacob Zuma, que pediu calma e unidade à população , altos dirigentes regionais viajaram a Ventersdorp, oeste de Johannesburgo, onde Terreblanche foi assassinado.

Maureen Modiselle, chefe do governo da Província do Noroeste, está reunido com a família de Terreblanche, segundo informou seu porta-voz, sem revelar mais detalhes. Representantes da oposição também estavam presentes no local, onde foi mobilizado um grante aparato policial.


Partidário do Movimento Africâner de Resistência leva flores para residência de Terreblanche / AP

As forças de segurança devem permanecer em Ventersdorp pelo menos até o momento dos funerais, previstos para o próximo fim de semana, segundo a imprensa local.

Terreblanche dedicou a vida à defesa da supremacia dos brancos e à manutenção do apartheid e seu grupo, o Movimento de Resistência Africâner (AWB), que se opôs com violência à transição pós-apartheid no começo dos anos 1990, se reunirá em 1º de maio para decidir como responder à morte do líder.

"Decidiremos as ações para vingar a morte de Terreblanche. Vamos agir, e nossas ações específicas serão decididas na conferência de 1º de maio", declarou o secretário-geral do AWB, André Visagie.

"Ele foi morto a golpes de facões e com tubos de encanamento. Ele foi agredido até a morte", destacou, acrescentando que pediu aos membros do movimento, que pedem vingança, para que "fiquem calmos".

AP
Terreblanche, em 2005
Terreblanche, em 2005

Em frente à fazenda do ex-líder de extrema-direita, onde seu corpo foi encontrado no sábado, dezenas de partidários se reuniram. "Eles (os negros) matam nossos fazendeiros", declarou um deles, que pediu para ter sua identidade preservada por medo de "represálias". "Matar um idoso assim, enquanto dormia, não há do que se orgulhar", acrescentou.

Segundo a polícia, o líder da ultradireita teria sido assassinado por dois empregados de uma fazenda após uma discussão pela falta de pagamento dos salários.

Os dois trabalhadores agrícolas, de 15 e 21 anos, empregados por Terreblanche se entregaram à polícia e admitiram ter se desentendido com o patrão por causa de salários não pagos. Na terça-feira serão levados à Justiça.

Terreblanche, de 69 anos, era a voz da oposição linha dura ao final do apartheid no início dos anos 1990, embora seu partido desde então tenha desempenhado um papel marginal e não tenha muito apoio entre os brancos, que perfazem até 10% da população.

Tensão racial

O assassinato reaviva as tensões raciais em um país onde a cor da pele continua sendo um fator de divisão, 16 anos depois do fim oficial do regime do apartheid.

Consciente do que o caso pode provocar, o presidente Zuma pediu calma e que "os sul-africanos não permitam aos agentes provocadores se aproveitar da situação para incitar, ou para alimentar, o ódio racial".

O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder) foi criticado por ter deixado o líder de seu movimento juvenil, o controverso Julius Malema, retomar um canto de luta anti-apartheid que pede que se "mate os boers" (os fazendeiros brancos).

Esta canção, que os tribunais acabam de proibir, provocou comoção em certas áreas da comunidade branca, preocupadas com a convocação à violência.

Leia mais sobre África do Sul

    Leia tudo sobre: áfrica do sul

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG