erros em jornal oficial - Mundo - iG" /

Autoridades cubanas admitem erros em jornal oficial

Duas autoridades da cúpula do governo de Cuba, que foram substituídas no começo da semana pelo presidente Raúl Castro, admitiram erros em cartas publicadas no jornal diário do Partido Comunista, o Granma. O vice-presidente Carlos Lage e o ministro das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, confirmaram que renunciaram aos seus cargos no governo e postos no Partido Comunista.

BBC Brasil |

Nas cartas ao Granma, os dois admitiram "erros" e assumiram a "responsabilidade" por eles. Tanto Lage como Pérez Roque eram considerados possíveis candidatos à sucessão cubana - ambos seriam aliados próximos de Fidel Castro.

Raúl Castro anunciou na segunda-feira mudanças substanciais na cúpula de governo do país, com a saída de dez autoridades, incluindo a substituição de Lage e Pérez Roque. Esta foi a primeira grande mudança no gabinete ministerial desde que Raúl Castro substituiu seu irmão, Fidel, no comando do governo de Cuba, em 2008.

Logo depois do anúncio das mudanças, Fidel Castro teria se referido a Lages e Pérez Roque, quando descreveu os dois políticos retirados do gabinete, como "indignos". Em um artigo publicado na internet, Fidel afirmou que os dois foram seduzidos pela "doçura do poder".

Pérez Roque foi removido do cargo imediatamente. Lage, de 57 anos, manteve o cargo de vice-presidente do Conselho de Estado, mas foi substituído na função de chefe de gabinete pelo general José Amado Ricardo Guerra, militar leal a Raúl Castro que comandou as Forças Armadas de Cuba durante décadas. O ex-vice-presidente era apontado como o responsável pela salvação da economia cubana após o colapso da União Soviética.

AP
Felipe Pérez Roque e Raúl Castro, em foto de 2007

Felipe Pérez Roque e Raúl Castro, em foto de 2007

Felipe Pérez Roque foi secretário pessoal de Fidel Castro e ocupava a pasta das Relações Exteriores há cerca de dez anos. Aos 43 anos, ele foi substituído por seu vice, Bruno Rodríguez.

A lista dos que deixam o governo inclui ainda o ministro da Economia, José Luis Rodríguez, a ministra de Finanças e Preços, Georgina Barreiro Fajardo, e o ministro do Trabalho, Alfredo Morales Cartaya.

Segundo o editor da BBC para a América Latina, Emilio San Pedro, o fato de as mudanças incluírem colaboradores históricos de Fidel pode sinalizar o desejo de Raúl Castro de imprimir sua marca pessoal no governo cubano.

A maior prova disso, segundo San Pedro, está no fato de o cargo de chefe de gabinete ter sido dado a um militar, o general José Amado Ricardo Guerra, que, por muitos anos, trabalhou sob as ordens de Rául, quando este era o ministro da Defesa.

Leia também:


Leia mais sobre: Cuba

    Leia tudo sobre: cuba

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG