Autoridades coreanas se reúnem em sinal de reaproximação

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, reuniu-se neste domingo com uma delegação norte-coreana, no primeiro encontro desde tipo em quase dois anos. A reunião, de 30 minutos, ocorreu em Seul antes do funeral do ex-presidente sul-coreano Kim-Dae-jung, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2000 por seus esforços em melhorar as relações entre os dois países da península coreana.

BBC Brasil |

Os detalhes do encontro não foram revelados, mas segundo o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, um porta-voz do governo sul-coreano afirmou que as conversas teriam girado em torno do "progresso das relações intercoreanas".

Ainda segundo o porta-voz, Lee teria explicado aos seis enviados norte-coreanos "os firmes e consistentes princípios do governo", uma referência à sua insistência de que a Coreia do Norte deve abandonar suas ambições nucleares.

Antes de embarcar de volta a Pyongyang, o principal enviado do governo norte-coreano, Kim Ki-nam, disse que "tudo transcorreu bem".

O presidente sul-coreano vem adotando uma postura dura em relação a Pyongyang desde que assumiu o posto, há um ano e meio, e já foi chamado pelo norte de "traidor".

Por isso, o encontro deste domingo está sendo visto por muitos analistas como um sinal de que a Coreia do Norte quer sair do isolamento.

Reconciliação
No início do ano, a Coreia do Norte realizou testes com mísseis de longo alcance que atravessaram o Japão. O gesto provocou a condenação da comunidade internacional e culminou com a aprovação, pelo Conselho de Segurança da ONU, de uma resolução que prevê o endurecimento das sanções contra o país.

Mas, recentemente, Pyongyang tem emitido mensagens de reconciliação. No início do mês, o governo do presidente Kim Jong-il soltou duas repórteres americanas presas no país por supostamente terem cruzado a fronteira do país com a China.

A libertação das jornalistas se deu durante uma visita do ex-presidente americano Bill Clinton. Na ocasião, Clinton se reuniu durante três horas com o líder norte-coreano.

A delegação norte-coreana também esteve em Seul para prestar condolências ao ex-líder Kim-Dae-jung, morto no dia 18 de agosto, de pneumonia.

O funeral com honras de Estado reuniu neste domingo cerca de 20 mil pessoas, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Em seu discurso, o primeiro-ministro, Han Seung-soo, disse que Kim foi um "grande líder da história moderna".

"Seus sacrifícios, dedicação e devoção permitiram que os direitos humanos e a liberdade florescessem na Coreia, fazendo do nosso país uma nação respeitada no mundo", disse o premiê.

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