Autoridades controlam o preço dos alimentos para evitar especulação

Pequim, 15 mai (EFE).- As autoridades provinciais de Sichuan, Gansu e Shaanxi e as do município de Chongqing decidiram impor um controle temporário sobre os preços dos alimentos e seu transporte, para evitar o surgimento de casos de especulação, após o devastador terremoto que sacudiu o sudoeste da China.

EFE |

As autoridades locais adotaram esta decisão a pedido da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que pediu um controle diário dos preços e punição para os especuladores, informou hoje a agência oficial "Xinhua".

Em zonas afetadas pela tragédia, como a localidade de Miangyang - por enquanto a mais castigada pelo terremoto, com 7.396 mortos -, alguns vendedores estariam aproveitando a falta de mantimentos para aumentar os preços.

As autoridades das zonas atingidas pelo terremoto pediram também às empresas fornecedoras de remédios, aço, cimento e alimentos para manter os preços estáveis.

Segundo analistas consultados pela Efe, o pior terremoto registrado na China em mais de 30 anos não afetará o comércio exterior, mas piorará a inflação.

Estes especialistas disseram que o efeito macroeconômico será inferior ao das nevascas do inverno passado (hemisfério norte), mas afetará a agricultura e, portanto, a inflação, enquanto o terremoto será um estímulo para as construtoras.

O desastre coincide com a pior inflação na China em doze anos, que alcançou índices em abril de 8,5%, em grande medida devido ao custo dos alimentos (22%), precisamente aos preços do cereal e da carne de porco.

O forte terremoto de 7,8 graus na escala Richter foi registrado na segunda-feira e teve epicentro no distrito de Wenchuan, na província de Sichuan. EFE ub/an

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