Autoridades confirmam que avião achado era do aventureiro Fossett

Los Angeles, 2 out (EFE).- Autoridades da Califórnia confirmaram que os restos de um avião encontrados hoje na cidade Mammoth Lakes pertenciam ao multimilionário aventureiro Steve Fossett, desaparecido há um ano e um mês e declarado morto desde 15 de fevereiro.

EFE |

"Foi localizado um avião que agora confirmamos que se trata do que pilotava Steve Fossett quando desapareceu", disse à imprensa o xerife John Anderson, do condado de Madera.

Os destroços estavam a menos de 500 metros do local onde, ontem, um turista havia achado documentos com o nome completo do milionário, James Steven Fossett, uma camiseta e US$ 100 em dinheiro, no Parque Nacional de Inyo, nas montanhas de Sierra Nevada, a 3 mil metros de altitude.

O milionário, que tinha obsessão por bater todos os recordes mundiais possíveis, desapareceu em 3 de setembro de 2007 após decolar de um rancho no estado vizinho de Nevada, pilotando um pequeno avião, cujo restos foram achados hoje a menos de 500 metros dos documentos.

O número de identificação do avião registrado por Fossett era o mesmo encontrado nos destroços, explicou o xerife Anderson.

O aparelho, cujos vestígios ainda serão periciados, aparentemente bateu de frente contra a encosta de uma montanha.

"O avião se desintegrou. O dano foi tão severo que duvido que alguém pudesse sobreviver", analisou o xerife.

"Ontem, antes de acharmos os restos do avião, havia a hipótese de que talvez alguém tivesse atirado os cartões e o dinheiro, mas agora sabemos que ele se chocou", acrescentou Anderson, para quem há "bons indícios de que o corpo de Fossett está em alguma parte das montanhas".

Diante da descoberta dos restos do avião, as autoridades locais retomaram a busca pelo milionário, que, em sua derradeira aventura, começava um planejamento para tentar bater o recorde de velocidade sobre terra firme, alcançando 1.300 km/h.

Para isto, Fossett partiu à procura de um lago seco onde pudesse atingir esta marca, sem pára-quedas e levando apenas uma garrafa de água.

A descoberta dos destroços confirmou o relatório preliminar sobre o acidente, elaborado pouco mais de um mês após o desaparecimento e que dizia que o aparelho fora destruído em um acidente fatal.

Apesar disso, a Junta Nacional de Segurança no Transporte vai voltar a investigar as circunstâncias do acidente. Segundo Mark Rosenker, presidente do órgão, levará "semanas, talvez meses, para saber o que ocorreu exatamente". EFE mg/jp/rr

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