As autoridades colombianas continuam em estado de alerta máximo pelo temor de que a extradição de 13 chefes paramilitares para os Estados Unidos provoque represálias por parte dessas organizações, afirmou nesta quarta-feira o diretor da polícia, Oscar Naranjo.

"Não podemos subestimar, ser irresponsáveis e não prever que pode haver uma espécie de reação por parte dessas organizações", alertou Naranjo em uma declaração a uma rádio local.

Segundo o Naranjo, o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, deu instruções "para manter todo o conjunto da força pública em alerta máximo contra uma reação" das estruturas paramilitares que ainda corrompem o país.

O funcionário também advertiu que nas próximas 72 horas o país terá novos resultados sobre a ocupação de bens dos líderes paramilitares que foram extraditados na terça-feira aos Estados Unidos.

"Esperamos que estas extradições permitam quebrar lealdades para que os testas-de-ferro, sem a pressão dos chefes, ajudem nas investigações", afirmou Santos.

Desde terça-feira, 13 dos mais destacados chefes das desmobilizadas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, extrema-direita), foram enviados de Bogotá aos Estados Unidos em resposta às solicitações de tribunais do país americano que os requerem por crimes relacionados ao narcotráfico.

Os líderes das AUC concordaram em submeter-se a uma lei de justiça e paz que lhes concedia, entre outros benefícios, a suspensão de sua extradição e penas de oito anos de prisão no máximo, por delitos de lesa-humanidade, sempre e quando confessassem e compensassem suas vítimas.

No entanto, o governo colombiano alegou que os chefes paramilitares não cumpriam com o acordo e alguns ainda cometiam atos de delinqüência de dentro da prisão.

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