Autoridades averiguam operação que deixou 12 mortos em discoteca no México

México, 21 jun (EFE).- O chefe do Governo da capital mexicana, Marcelo Ebrard, ordenou hoje uma investigação transparente e imparcial da operação policial em uma discoteca que deixou, na sexta-feira, 12 mortos, entre estes nove jovens e três policiais.

EFE |

Na tarde da sexta-feira morreram asfixiados nove jovens, entre eles alguns menores de idade, e três policiais, quando os presentes a uma discoteca saíram em fuga precipitada para evitar serem detidos em uma operação da Polícia.

No corre-corre, 12 pessoas se feriram, 11 delas menores de idade e um jovem de 18 anos, embora apenas permaneçam hospitalizadas dez pessoas, três delas em "delicado estado de saúde".

As autoridades faziam uma batida na discoteca News Divine, em um bairro do norte da capital mexicana, em resposta a diversas denúncias sobre a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade.

"Este ato não ficará impune, a cidade está indignada, é eticamente inaceitável o que vivemos ontem (sexta-feira)", disse Ebrard em entrevista coletiva na qual divulgou um comunicado oficial.

Ebrard ordenou à Promotoria da capital que proceda a uma exaustiva investigação para castigar os culpados pela tragédia que enlutou a capital mexicana.

Em seu discurso, o prefeito admitiu que nesta operação "houve erros graves" por parte dos responsáveis da Polícia.

Também prometeu castigo aos organizadores da festa na discoteca que atuaram com "irresponsabilidade e fora da lei".

A discoteca está instalada em uma casa de dois andares, que não tem saídas de emergência, o que impediu a saída dos jovens.

A Procuradoria da capital confirmou em comunicado que, entre os 12 mortos havia três menores de idade e seis jovens entre 18 e 29 anos, além dos três agentes policiais.

O órgão explicou que hoje foram feitas as necropsias no serviço legista e logo após os corpos das vítimas serão entregues a seus familiares.

A Procuradoria acrescentou que também foi oferecido apoio às famílias das pessoas que ainda estão hospitalizadas.

Durante a noite e esta madrugada já foram colhidos os testemunhos de 108 pessoas, a maioria vítimas menores de idade, trabalho que continuará até amanhã, disse a Promotoria.

Além disso, explicou que neste domingo se definirá a situação jurídica de cinco pessoas detidas como supostos responsáveis pelos fatos, entre elas o proprietário da discoteca, Alfredo Maya.

A investigação será mantida aberta para determinar a provável responsabilidade de funcionários da Secretaria de Segurança Pública, e de outras dependências "como pessoas envolvidas no evento", acrescentou.

Os deputados locais do Partido Ação Nacional (PAN) exigiram hoje uma investigação exaustiva do caso e que todas as autoridades envolvidas nos fatos sejam castigadas, e não apenas a destituição do chefe de Polícia que coordenou a operação ou o fechamento do estabelecimento.

Os legisladores afirmaram que devem ser investigadas as violações a diversos regulamentos e leis em matéria de estabelecimentos comerciais, assim como o delito de corrupção e a suposta venda de drogas.

O irmão do dono da discoteca rejeitou a hipótese de que o estabelecimento estava operando irregularmente, pois contava com todos os documentos legais das autoridades. EFE jrm/ma

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