Autoridades americanas desmantelam rede de assistência ao suicídio

Autoridades dos estados americanos da Geórgia (sudeste) e Maryland (leste) prenderam quatro integrantes de um grupo que oferecia assistência a pessoas em busca do suicídio.

AFP |

Depois de uma investigação, o FBI da Geórgia prendeu as quatro pessoas em uma casa de Dawson, ao norte de Atlanta, capital do estado, onde um dos agentes disfarçados se fez passar por um membro da Final Exit Network (Rede da Saída Final) que sofria de câncer no pâncreas e queria cometer sucidío.

A operação revelou que os membros recebiam assistência ativa para se matar, através da inalação de hélio, segundo o FBI.

Depois de pagar uma matrícula de 50 dólares, os membros que desejavam cometer suicídio compravam botijões de gás hélio e um capuz, conhecido como "a bolsa de saída", explicaram os agentes.

No dia da morte, o membro em questão era visitado por dois "guias de saída", que ajudavam o suicida ao longo do procedimento.

Os investigadores indicaram que as mãos do suicida eram atadas, para evitar uma mudança de idéia. Depois da morte, os "guias" retiravam todas as evidências do local.

O FBI prendeu uma mulher de 76 anos e um homem de 63, ambos vinculados ao suicídio assistido de um homem de 58 anos, ocorrido em junho na Geórgia.

Autoridades de Maryland, apoiadas por agentes federais da Geórgia, também detiveram dois homens, de 81 e 60 anos, ambos procedentes de Baltimore.

Se condenados, os quatro poderão enfrentar até 28 anos de prisão.

As investigações começaram em junho do ano passado, duas semanas depois da morte do homem de 58 anos, que sofria de câncer na mandíbula, cuja família alertou as autoridades.

Em seu site, a Final Exit se propõe a "ajudar as pessoas que sofrem de forma intolerável por uma condição irreversível, que superou o que podem suportar". O grupo, no entanto, nega participar ativamente de suicídios.

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