Autoridade israelense aprova 4 edifícios para judeus em Jerusalém Oriental

Jerusalém, 5 jan (EFE).- O Comitê de Planejamento e Edificação de Jerusalém aprovou a construção de quatro edifícios residenciais para 24 famílias judaicas no leste da cidade, em território palestino ocupado, informaram à Agência Efe fontes municipais.

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A construção acontecerá perto da escola talmúdica Beit Orot, em frente ao hospital Augusta Victoria, no Monte das Oliveiras, disse Meir Margalit, vereador pelo partido esquerdista Meretz.

O projeto ainda precisa da aprovação do Comitê Regional para se tornar realidade, após passar ontem por um trâmite que durava quatro anos, acrescentou.

Margalit qualificou a aprovação de "ato de provocação" contra os EUA, "em um momento no qual tentam trazer Abu Mazen (o presidente palestino, Mahmoud Abbas) à mesa de negociações", e inclusive contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Se ontem Abu Mazen estava mais perto de voltar ao diálogo de paz, esta bofetada impedirá", disse, em referência às informações publicadas hoje pela imprensa israelense em torno de um possível retorno da Autoridade Nacional Palestina (ANP) à mesa de negociações.

O projeto foi iniciado pelo milionário americano judeu Irving Moskowitz, que em julho do ano passado recebeu sinal verde das autoridades israelenses para derrubar um hotel em Jerusalém Oriental que adquiriu em 1985 e construir, no lugar, um complexo de 20 casas para judeus, o que gerou protestos dos EUA.

A construção em Jerusalém Oriental (ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967) está excluída da interrupção de construção nas colônias durante dez meses anunciada em novembro por Netanyahu, a fim de incentivar os palestinos a retomar o diálogo.

Esse diálogo foi interrompido há mais de um ano por causa da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que causou a morte de 1,4 mil palestinos, na maioria civis.

Israel considera Jerusalém sua capital "única e indivisível", enquanto a comunidade internacional considera ilegais todos os assentamentos judaicos na parte leste da cidade, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado. EFE ap/an

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