Taipé, 17 ago (EFE).- O máximo organismo de fiscalização do Governo em Taiwan anunciou hoje que averiguará qualquer tipo de descumprimento dos deveres oficiais em relação ao tufão Morakot.

"O Yuan de Controle lançará uma investigação no prazo de uma semana e publicará um relatório em um ou dois meses, antes de censurar os funcionários que não tiverem cumprido suas obrigações perante o tufão 'Morakot'", disse o presidente do órgão, Wang Chien-hsien.

O presidente do Yuan de Controle disse aos desabrigados e a seus parentes que "não estão sozinhos" e que será investigada a fundo a ação governamental para identificar os que não cumpriram suas obrigações.

Wang acusou o atual Governo e o anterior de não prestar atenção a um relatório do Yuan de Controle de 2001 que estudou as zonas de risco perante desastres naturais.

A investigação também buscará analisar a relação entre a devastação e a agricultura e construções da área, e também apresentará planos para evitar a devastação.

O presidente taiuanês Ma Ying-jeou enfrenta duras críticas populares e midiáticas devido à suposta lenta reação do Governo diante da devastação causada pelo "Morakot".

Ma, sem reconhecer culpa, desculpou-se duas vezes perante os taiuaneses "por não ter feito as coisas melhores e mais rápido".

O presidente taiuanês esclareceu que, ao contrário dos terremotos, em tufões como "Morakot", as chuvas, as correntes e os deslizamentos continuam e dificultam chegar até as áreas atingidas.

O tufão "Morakot" causou as piores inundações nos últimos 50 anos, causando a morte de pelo menos 126 pessoas e o desaparecimento de cerca de 600, na maioria soterradas em deslizamentos. EFE flp/an

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