Os autores dos ataques de Mumbai estavam em missão suicida, estimou nesta terça-feira o chefe de polícia da cidade, durante uma entrevista à imprensa, insistindo, também, ter provas sérias de que os atacantes vieram do Paquistão.

"Esta é a nossa opinião", declarou Hassan Gafoor, acrescentando que o objetivo da operação era "uma ação espetacular, com a morte de tantas pessoas quanto possível".

Gafoor também destacou que os dez atacantes que cometeram os ataques vieram pelo porto paquistanês de Karachi (sul), depois de terem capturado um pesqueiro indiano.

"Temos provas sérias de que vieram do Paquistão", disse, precisando que o único atacante capturado vivo é, "sem dúvida alguma, paquistanês".

Islamabad negou categoricamente qualquer envolvimento nos atentados de Mumbai e pediu a seu vizinho e eterno rival indiano que apresente provas de suas acusações.

Em relação aos atacantes, Gafoor especificou que todos foram treinados por "ex-oficiais do exército", "num mesmo lugar" e "durante um ano, alguns, e mais tempo, outros".

Admitiu, no entanto, que a polícia paquistanesa havia sido "prevenida de que hotéis como o Taj Mahal poderiam estar expostos a esse perigo", depois do atentado contra o Marriott de Islamabad, no dia 20 de setembro. Mas não deu mais detalhes.

Gafoor confirmou a presença de membros dos serviços de inteligência americanos em Mumbai colaborando com as investigações que, disse, "avançam bem".

Pelo menos 188 pessoas, entre elas 30 estrangeiros, foram mortas numa série de ataques sumultâneos em locais importantes de Mumbai, em particular turísticos, segundo a mais recente contagem oficial.

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