Autores de atentado de Bali eram ligados apenas pelo extremismo

Juan Palop. Jacarta, 8 nov (EFE) - A Indonésia fuzilou hoje os três islâmicos condenados à morte pelos atentados de Bali de 2002, colocando fim às diferentes vidas destas pessoas unidas pelo fundamentalismo. O radicalismo religioso foi o fator principal que uniu três trajetórias e personalidades tão distintas, e limou suas diferenças, até fazê-los coincidir na concepção e implementação do maior atentado terrorista da Indonésia, no qual 202 pessoas morreram. Imam Samudra (Serang, 1970), condenado à morte como responsável pela execução do atentado, foi um estudante brilhante e o único com uma titulação dos 33 sentenciados por participar dos atentados de Bali. Os serviços antiterroristas indonésios o qualificaram de intelectual na sombra e especialista em informática do grupo envolvido no massacre. Além disso, Imam Samudra ficou famoso por suas explosões temperamentais, sua falta de arrependimento e suas declarações à imprensa, como quando disse, em junho, que esperava que houvesse mais atentados em resposta se ele e seus companheiros fossem executados: Deus queira, disse. O elemento religioso sempre esteve presente na vida de Imam Samudra. No início da década de 1990, foi à Malásia para dar aulas em um colégio islâmico vinculado a Abu Bakar Bashir, o líder espiritual da Jemaah Islamiyah (JI), o braço regional da rede terrorista Al Qaeda no sudeste asiático. Depois, seu traço desaparece por anos, antes de voltar a surgir na preparação ...

EFE |

Em maio, se tornou bígamo - uma prática rara, mas legal, na Indonésia - ao voltar a se casar com sua primeira esposa, da qual tinha se separado para contrair matrimônio com a segunda esposa, que autorizou a união selada à distância.

Por último está Ali Ghufron (Tenggulun, 1960), um antigo mestre islâmico condenado após ser acusado de colaborar no planejamento e financiamento dos atentados de Bali.

Embora tenha negado qualquer envolvimento direto na tragédia, recentemente declarou: "Se Deus quiser que seja executado por infiéis, incluindo hipócritas e apóstatas, porque estou fazendo a guerra santa segundo sua vontade, então alcancei minha maior ambição".

Também ele, como os outros dois condenados à morte, tem ligação com o líder espiritual da Jemaah Islamiyah, já que estudou em sua escola islâmica de Solo, em Java.

Além disso, Ali Ghufron reconheceu ter viajado ao Paquistão e ao Afeganistão entre finais da década de 1980 e início dos anos 1990, onde afirmou ter mantido contatos com os mujahedin. EFE jpm/db

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