Autor do tiroteio em shopping na Finlândia escolheu suas vítimas

O autor do tiroteio que deixou cinco mortos na quinta-feira escolhe deliberadamente suas vítimas no shopping center da cidade de Espoo, na Finlândia, e não disparou ao azar, informou a polícia nesta sexta-feira.

AFP |

"Os ferimentos das vítimas indica que o homem queria matar exatamente essas pessoas. Não houve disparos contra transeuntes aleatoriamente", declarou o inspetor de polícia, Tero Haapala, ao jornal on-line Helsingin Sanomat.

Reuters
Policiais chegam ao shopping center

Pouco depois das 6h (de Brasília) do dia 31, Ibrahim Shkupolli, 43 anos, matou quatro funcionários - três homens e uma mulher - de um grande shopping center lotado na véspera do réveillon em Espoo, a cerca de 15 km de Helsinque. Horas depois, cometeu suicídio.

A ex-namorada de Shkupolli, que trabalhava em um supermercado do shopping, foi encontrada morta em casa pouco tempo depois. A polícia ainda não sabe se ela foi assassinada antes ou depois do tiroteio no centro comercial.

As outras quatro vítimas eram funcionárias do supermercado Prisma.

"A pista mais provável é que se trata de um drama sentimental", declarou à AFP o responsável pela investigação, Jukka Kaski.

O suspeito, um imigrante nascido no Kosovo em 1966 que vivia na Finlândia há vários anos, tinha sido proibido pelas autoridades de chegar perto da ex-namorada, destacaram os investigadores.

AP
Imagem de Ibrahim Shkupolli
divulgada pela polícia
Segundo Matti Karlsson, administrador do centro comercial, mais de 4.000 pessoas estavam no shopping quando os primeiros tiros foram disparados no supermercado.

O atirador conseguiu fugir depois do tiroteio, em circunstâncias ainda indeterminadas.

Shkupolli, já condenado no passado por atos de violência a mão armada, foi encontrado morto em sua casa em Espoo no fim da manhã.

Ele tinha um emprego, e circulava em um carro de luxo alemão, destacaram os investigadores.

Outros casos

A Finlândia foi traumatizada por vários casos semelhantes de tiroteios nos últimos anos. Em novembro de 2007, um jovem de 18 anos matou oito pessoas em um colégio antes de se suicidar. Em setembro de 2008, um estudante de 22 anos matou dez pessoas, também em um colégio, antes de voltar a arma contra ele.

Os massacres tinham levado as autoridades finlandesas a reforçar a legislação sobre as armas e levantaram a questão do mal-estar da juventude finlandesa, em um país tradicionalmente pouco exposto à criminalidade.

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