O turco Mehmet Ali Agca, autor do atentado contra o falecido papa polonês João Paulo II em 1981, escreveu ao presidente da Polônia, Lech Kazynski, pedindo que lhe seja concedida a nacionalidade desse país, informou à AFP nesta sexta-feira seu advogado.

Em uma carta que será enviada na segunda feira ao presidente polonês, Anca, preso em Istambul, afirma ser "o irmão espiritual" de João Paulo II, "um ser formidável e perfeito", assinalou o advogado, Haci Ali Ozkan.

A carta, que foi escrita em turco, será traduzida ao polonês antes de ser enviada.

"A história da Polônia é imaculada (...) peço ser cidadão da Polônia, país nobre de Karol Woktyla, eleito Papa em 1978 e falecido em 2005", afirma Agca em sua carta, segundo uma cópia em turco obtida pela AFP.

O advogado explicou ainda que enviou, no início de maio, os documentos legais ao consulado da Polônia em Istambul e que outros procedimentos estavam sendo realizados.

"A decisão final é do presidente", declarou no início do mês à AFP Piotr Paszkowski, porta-voz do ministério polonês das Relações Exteriores, antes de acrescentar que na sua opinião o pedido será negado por medidas legais.

"Para obter a cidadania polonesa é necessário ter morado por pelo menos cinco anos no país", explicou.

João Paulo II perdoou o agressor, visitando Agca em 1983 em uma prisão italiana.

Após ter passado 19 anos em uma prisão na Itália, o ex-militante ultranacionalista foi entregue em 200o às autoridades turcas, que o acusam e ter roubado um banco em 1970 e de ter assassinado um jornalista em 79.

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