Autor do ataque com escavadeira em Jerusalém agiu sozinho

Por Rebecca Harrison e Ori Lewis JERUSALÉM (Reuters) - A polícia israelense concluiu que um operário de construção palestino que matou três israelenses com uma escavadeira em Jerusalém na semana passada agiu sozinho e não integrava uma organização militante, disse um porta-voz policial no domingo.

Reuters |

'Ele improvisou o ataque sozinho', disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, num dia em que centenas de policiais compareceram para proteger cerca de 30 israelenses que fizeram uma manifestação perto da casa do morto, exigindo que a casa de sua família fosse demolida, ou para agir no caso de o protesto degenerar em violência.

Hosam Dwayyat esmagou carros e fez um ônibus capotar na quarta-feira, numa das ruas mais movimentadas de Jerusalém.

Nenhum grupo militante importante reivindicou o ataque, e parentes e vizinhos descreveram Dwayyat, 30 anos, como homem problemático que já tinha ficha policial por delitos relacionados a drogas.

Eles insistiram que a família não tinha conhecimento de suas intenções.

Rosenfeld disse que Dwayatt, morto a tiros no local, gritara o slogan muçulmano 'Allahu akbar!' (Deus é o maior) e que a polícia interpretou isso como indicação de que ele tencionava matar.

Carregando cartazes dizendo 'Destruam a casa!' e 'Queremos vingança', cerca de 30 israelenses receberam proteção policial armada para manifestar-se diante da casa em que vivem cerca de 20 parentes de Dwayyat num povoado da Cisjordânia anexado a Jerusalém por Israel.

O governo do premiê Ehud Olmert já procurou assistência jurídica para abrir caminho para a demolição -- uma tática que já levou Israel a ser condenado internacionalmente no passado.

'Essa é sua casa', disse Baruch Marzel, líder dos colonos judeus na Cisjordânia, apontando para a casa da família Dwayatt.

'Vamos voltar aqui sempre até que sejam destruídas sua casa e as casas de todas as pessoas que o ajudaram.'

A anexação por Israel de Jerusalém oriental e das áreas vizinhas não é reconhecida internacionalmente, e os palestinos negociam para fazer da cidade a capital de seu futuro Estado.

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