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Autor de ataque em Jerusalém não tinha perfil terrorista, dizem autoridades

Jerusalém, 3 jul (EFE).- O palestino que matou três pessoas com uma escavadeira e depois foi morto pelas autoridades nesta quarta-feira, em Jerusalém, agiu por impulso, sem motivações políticas e tinha um perfil diferente do de terroristas, informaram à Agência Efe fontes do Governo israelense.

EFE |

O agressor, de 30 anos, se chamava Hussam Duwiyat, morava na aldeia árabe de Tzur Baher, em Jerusalém Oriental, e portava documentos israelenses quando foi morto a tiros após causar pânico durante cinco minutos em uma rua no centro da cidade.

Segundo as autoridades israelenses e a própria família do agressor, o palestino era laico, se drogava, consumia bebidas alcólicas e namorou uma judia há alguns anos.

Casado e pai de dois filhos - de quatro e cinco anos -, não era ligado a organizações palestinas armadas, nem mostrava interesse por política, pelo conflito com Israel e pelo Islã, segundo vizinhos e parentes disseram à imprensa local.

De fato, a Polícia israelense não dá credibilidade às reivindicações do ataque por facções armadas minoritárias.

"Todo grupo que assume a autoria desse fato só faz isso para ganhar notoriedade", disse o advogado da família de Duwiyat, Shimon Kokush.

Fontes do Governo israelense, que disseram conhecer o autor do ataque, definiram Duwiyat como uma pessoa secular que raramente ia à mesquita e que já teve problemas com drogas.

Além disso, consumia bebidas alcoólicas com freqüência e teve um relacionamento com uma mulher judia, algo difícil de imaginar caso ele fosse um fundamentalista.

O próprio Kokush reconheceu que Duwiyat "era um drogado, que tinha sido preso por violência".

As descrições dos vizinhos vão desde um "tipo normal" a um delinqüente com problemas pessoais.

Segundo um de seus parentes, também não parecia que Duwiyat tivesse animosidade em relação aos judeus, pois conviveu há dez anos com uma namorada judia e "se dava muito bom com judeus no trabalho".

A ocupação israelense também não parece ter sido motivo de sua ação, pois Duwiyat "era um menino normal que nunca se envolveu em atividades antiisraelenses", explicou uma autoridade local de Tzur Baher. EFE ap/wr/rr

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