Autor de ataque contra a CIA era um informante jordaniano, diz mídia dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O homem-bomba que matou sete agentes da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) em uma base americana no Afeganistão na semana passada era um informante jordaniano ligado à rede terrorista Al-Qaeda, informou nesta segunda-feira a mídia americana, citando funcionários ocidentais da inteligência.

iG São Paulo |

Há informações de que o autor do ataque seria um médico recrutado pelo serviço de inteligência da Jordânia para se infiltrar na Al-Qaeda.

Acredita-se que ele vinha trabalhando disfarçado no leste do Afeganistão havia semanas antes de detonar um colete de explosivos durante uma reunião com agentes da CIA na base militar de Chapman, um complexo fortificado na província de Khost, perto da fronteira sudeste com o Paquistão, no dia 30.

O ataque foi o pior contra funcionários da inteligência americana desde que a Embaixada dos EUA em Beirute, Líbano, foi atacada em 1983, quando oito agentes morreram.

Segundo o jornal americano Washington Post, o autor do ataque teria atraído os funcionários da CIA para um encontro com a promessa de ter novas informações sobre a liderança da Al-Qaeda.

O nome do agressor seria Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi, de 36 anos. Originário de Zarqa, na Jordânia, o simpatizante da Al-Qaeda havia sido preso pelo serviço de inteligência da Jordânia há um ano.

A inteligência jordaniana acreditou que o tivesse cooptado e o enviou ao Afeganistão para que se infiltrasse na Al-Qaeda. Sua missão específica era descobrir a localização do número 2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

A milícia islâmica Taleban havia anunciado que o autor do ataque era membro do grupo e também integrante do Exército afegão, apoiado pelos Estados Unidos.

*Com informações da Reuters e BBC

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