Autópsia inicial para saber causa da morte de Michael é inconclusiva

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA.), 26 jun (EFE).

EFE |

- A autópsia feita hoje no corpo de Michael Jackson não deu respostas definitivas e são necessárias mais análises toxicológicas para esclarecer a causa da morte do cantor, embora a própria família do astro admita que pode ser sido provocada por uma dose excessiva de morfina.

Craig Harvey, porta-voz do escritório do juiz de instrução, descartou hoje, após concluir a autópsia de três horas, que houvesse indícios de crime ou sinais de violência física no corpo do cantor.

Em entrevista coletiva, Harvey explicou que o anúncio da causa da morte do cantor foi adiado e que o legista encarregado do caso, Lakshmanan Sathyavagiswaran, fará uma série de análises toxicológicas para descobrir o que provocou o falecimento do astro.

Os resultados desses novos exames, que incluirão análises neuropatológicas e pulmonares, só serão divulgados dentro de "quatro ou seis semanas", segundo Harvey.

"Então, poderemos fechar o caso e achar a causa final da morte", acrescentou o porta-voz.

A autópsia começou às 8h (12h de Brasília) no departamento do juiz de instrução do condado, muito próximo ao hospital da Universidade do Sul da Califórnia (USC).

Já na manhã de hoje, Ed Winter, membro do escritório do juiz de instrução, declarou à imprensa que os exames do corpo durarão várias semanas.

"Vamos realizar análises toxicológicas e um exame que pode levar entre seis e oito semanas até que tenhamos os resultados finais", disse Winter.

Antes do começo da autópsia, membros da família do cantor garantiram que ele recebeu "uma grande dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo informou o portal "TMZ", que foi o primeiro a informar da morte do cantor.

Recentemente, o pai do artista, Joe Jackson, quis levar seu filho para um centro de reabilitação em Palmdale, no estado americano da Califórnia.

Jackson considerava que o rei do pop tinha uma "dependência" à morfina e a medicamentos controlados.

O "TMZ" também assegurou que um membro próximo à família de Michael afirmou que o cantor recebia uma injeção diária de demerol, um narcótico similar à morfina, e que na quinta-feira passada, quando morreu, teria injetado uma dose por volta das 11h30 (local).

A fonte acrescentou que a dose foi "alta demais" e que foi a causa da morte.

Harvey, durante a entrevista coletiva de hoje, admitiu que Michael consumia remédios com prescrição médica e que a morte do cantor foi diagnosticada na sala de emergências do hospital da Universidade de Califórnia, Los Angeles.

A morte do artista deu a volta ao mundo, provocou a reação de personalidades de todos os âmbitos da sociedade e é capa nos meios de comunicação.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Michael foi um "ícone" da música e um "artista espetacular", mas lembrou que "há aspectos de sua vida que foram tristes e trágicos".

A primeira homenagem oficial após a morte do cantor se deu hoje na Calçada da Fama de Hollywood, que se transformou no epicentro mundial do culto ao artista.

A Câmara de Comércio de Hollywood, que gerencia a manutenção da calçada, depositou uma coroa de flores com o nome do cantor junto à sua estrela, onde, de madrugada, todo tipo de mensagens e lembranças começaram a chegar.

Além disso, as recordações e artigos relacionados ao astro se transformaram nos tesouros mais cobiçados na internet, onde sites como o eBay oferecem produtos vinculados ao artista por até US$ 10 milhões.

Menos de 24 horas depois da morte de Michael, havia mais de 22 mil artigos sobre o "rei do pop" à venda ou a leilão no eBay, e seus fãs o tinham transformado de novo em número um, desta vez em vendas através de lojas como iTunes.

No portal, Michael aparecia nos primeiros cinco lugares de vendas de álbuns e em sete dos dez primeiros.

Os mais vendidos são a coletânea "The Essential Michael Jackson", "Thriller", que precisamente é o álbum mais vendido da história da música, e "Off The Wall", um dos primeiros que lançou sozinho. EFE mg/db

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