Autópsia esclarecerá morte de Eluana, diz neurologista

ROMA - O neurologista Carlo Alberto Defanti, que há anos acompanha o caso de Eluana Englaro, afirmou nesta segunda-feira que sua morte será esclarecida somente após a realização de uma autópsia.

Redação com EFE |


Eluana, a italiana de 38 anos que passou os últimos 17 deles em estado vegetativo, teve "uma crise" que acabou antecipando sua morte, e somente a autópsia poderá elucidar o que ocorreu, disse Defanti.

O neurologista admitiu que não esperava pela morte da italiana, apenas três dias depois de os médicos interromperem sua alimentação, informou a agência local "Agi". O próprio Defanti tinha previsto que Eluana viveria entre 12 e 14 dias a partir do momento em que sua alimentação fosse interrompida.

O porta-voz dos senadores conservadores da Itália, Maurizio Gasparri, afirmou que a morte de Eluana Englaro precisa ser esclarecida. O senador comentou, ainda, que a clínica La Quiete, em Udine, onde ela estava internada, poderá ser chamado, a partir de agora, de "clínica da morte".

O neurologista Giangluigi Gigli, da Universidade de Udine, também exigiu o esclarecimento da morte de Eluana e pediu que a clínica La Quiete seja fechada. Gigli solicitou ainda um exame toxicológico para esclarecer se alguma substância externa pode ter provocado a morte da italiana.

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