Autópsia confirma marcas de bala em cantor morto em repressão chilena

Santiago do Chile, 17 jul (EFE).- Os primeiros resultados da autópsia dos restos mortais do cantor chileno Víctor Jara, assassinado por militares em setembro de 1973, dias depois do golpe de Augusto Pinochet, no Chile, confirmaram que o crânio apresenta dois orifícios de bala, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

O diretor do Serviço Médico Legal (SML), Patricio Bustos, confirmou à Agência Efe que, na terça-feira passada, se reuniu com o juiz Juan Eduardo Fuentes, que instrui a investigação da morte de Jara, para entregar a perícia do cadáver do cantor, cujos restos foram exumados no dia 4 de junho.

Fontes vinculadas ao processo informaram à Efe que o crânio do autor de "Te Recuerdo Amanda" tinha duas marcas de bala, embora não se pôde determinar se trata de um só disparo com entrada e saída ou se recebeu dois tiros.

Os exames realizados no corpo de Jara revelaram também múltiplos orifícios de bala nos ossos das extremidades e do tórax.

O golpe militar de Pinochet contra o presidente Salvador Allende, no dia 11 de setembro de 1973, surpreendeu Víctor Jara na Universidade Técnica do Estado, onde foi detido junto com professores e alunos.

Ele foi levado para o Estádio Chile, utilizado pelo militares como centro de detenção, onde o torturaram durante horas, bateram em suas mãos até quebrá-las e o fuzilaram com 44 disparos cinco dias depois. EFE je/pd

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